Uma funerária chamada Bignotto viralizou nas últimas semanas com um lançamento que pegou muita gente de surpresa: uma linha de caixões temáticos inspirada no universo de Super Mario Bros, com modelos personalizados dedicados a Mario, Luigi, Toad, Princesa Peach e Yoshi.
Cada caixão é representado pela paleta de cores associada ao personagem: rosa para Peach, vermelho para Mario e Toad, e verde para Luigi e Yoshi. A distinção entre os modelos é feita por uma placa de madeira personalizada em cada peça. As peças são feitas à mão com imagens de blocos de interrogação, estrelas de invencibilidade e outros elementos clássicos da franquia.
No vídeo divulgado pela empresa no Instagram, a Bignotto brincou com o conceito de “game over” para apresentar a linha, conectando o jargão dos videogames ao propósito do produto e o resultado obviamente chamou a atenção do público.
Não é a primeira vez que a Bignotto aposta no nicho geek. Ainda recentemente a empresa apresentou outra de suas produções voltadas ao público geek e à cultura pop, tendo fabricado anteriormente urnas inspiradas na Barbie, Hello Kitty e em Os Padrinhos Mágicos. A linha de Mario, no entanto, é a que mais repercutiu e também a que traz o risco mais alto.
Isso porque o projeto muito possivelmente não possui licenciamento oficial da Nintendo, e quem conhece a reputação da empresa sabe que isso é praticamente um convite para processo. Existe uma brincadeira muito popular entre os fãs da marca de que o setor jurídico da Nintendo é um dos que mais trabalha na empresa, protagonizando processos contra o regime dos EUA, contra Palworld, Garry’s Mod, e até mesmo torneios de Smash Bros já receberam a visita dos advogados da empresa.
A Nintendo ainda não se pronunciou. Dado o histórico de como a empresa costuma proteger agressivamente sua propriedade intelectual (de mods a projetos de fãs), o silêncio provavelmente não vai durar muito.
Por ora, a Bignotto segue recebendo atenção internacional, com o produto circulando em veículos de fora do Brasil. A grande questão é se esse “power-up” funerário vai durar o suficiente para valer a aposta ou se o game over vai chegar antes, desta vez, com carimbo de advogado.

