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Destinos virais: Tem cidade que não quer mais você lá

Conversamos sobre como destinos virais enfrentam o turismo massivo e a superexposição nas redes sociais que ameaçam sua essência. Ouça já!

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✨ O que você precisa saber:

  • O episódio discute a transformação do turismo na era das redes sociais, destacando como a superexposição digital está transformando viajantes em problema.
  • Cidades ao redor do mundo estão impondo restrições para lidar com o turismo em massa, como Kyoto, Veneza, Barcelona e Amsterdam, devido ao crescimento do setor.
  • Os apresentadores criticam a cultura do hype nas redes sociais, onde tudo precisa ser viral, e questionam se as pessoas ainda viajam por desejo próprio ou apenas seguindo o que o algoritmo e os influenciadores ditam.

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Neste episódio conversamos sobre a transformação do turismo na era das redes sociais, onde a superexposição digital está transformando viajantes em problema. A discussão centraliza-se na ideia de que a viralização instantânea (ativada por algoritmos) tem o poder de destruir a própria essência de um desses destinos virais, transformando a “descoberta” em um estímulo superficial e convertendo locações autênticas em meros produtos descartáveis saturados de multidões.

Neste episódio do GKPBcastMatheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro provocam o ouvinte com a reflexão sobre viajarmos por desejo genuíno ou apenas para cumprir roteiros pré-determinados pelo feed, concluindo que o ato de viajar está se tornando uma repetição mecânica e sem alma, guiada mais pela ansiedade de participar de um “Destino Viral” do que pela curiosidade de conhecer algo novo.

Confira o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.

Destinos virais – Resumo do episódio

O episódio do GKPBcast discute o fenômeno dos destinos turísticos virais, impulsionados pelas redes sociais, e as crescentes reações negativas de cidades ao redor do mundo que estão impondo restrições para lidar com o turismo em massa. Os apresentadores destacam que, historicamente, nunca se viajou tanto quanto hoje, visto que o turismo deve gerar mais de US$ 11 trilhões em 2026, representando mais de 10% da economia global. No Brasil, o país bateu recorde de turistas internacionais em 2025, com mais de 9,3 milhões de visitantes. Porém, esse crescimento tem gerado atritos: cidades como Kyoto (que fechou ruas famosas e proibiu selfies em áreas residenciais), Veneza (que agora cobra taxa de entrada de €5 a €10 por dia), Barcelona (que fechou 10 mil licenças de aluguel de curta temporada) e Amsterdam (que proibiu fumar maconha na Red Light District) estão adotando medidas drásticas para conter o fluxo e preservar a qualidade de vida dos moradores locais.

A conversa também aborda o papel ambivalente dos influenciadores de viagem e a “cultura do hype” nas redes sociais, onde tudo precisa ser viral e “descoberto”, ainda que muitas dessas descobertas sejam, na verdade, publiposts disfarçados. Os apresentadores criticam a transformação de viagens em um “checklist de países” exibido na bio do Instagram, em vez de uma experiência genuína de imersão cultural. Um exemplo emblemático citado é o de um resort de esqui na Itália que recebeu 10 mil pessoas em um único dia após viralizar, o que antes levava anos para acontecer. Há também o relato de frequentadores de restaurantes que lamentam quando seu “lugar secreto” é descoberto por influenciadores, pois a superlotação pode levar à queda na qualidade do serviço e até ao fechamento do estabelecimento, que não consegue sustentar o pico de demanda.

Por fim, os apresentadores fazem considerações sobre a necessidade de equilibrar a democratização do turismo com a preservação dos destinos e o respeito às comunidades locais. Eles questionam se as pessoas ainda estão viajando por desejo próprio ou apenas seguindo o que o algoritmo e os influenciadores ditam, numa espécie de “consumo de manada”. A solução apontada envolve múltiplas frentes: educação do viajante (entender que nem todo lugar precisa ser postado, e que registrar não é o mesmo que publicar), gestão de fluxo por parte dos destinos (limitação de visitantes, agendamento, taxas de preservação) e, especialmente, uma reflexão individual sobre se a escolha do destino foi realmente sua ou imposta pelo capitalismo e pelas redes sociais. O episódio conclui que o grande desafio do turismo no futuro será equilibrar demanda com capacidade, priorizando qualidade sobre quantidade.

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