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    Inclusão e Sexismo Velado | #LGBTsNaComunicação

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    Hoje em dia, apesar de termos muito ainda a conquistar, uma boa parte das pessoas já reconhecem as formas mais explícitas do preconceito: as agressões verbais ou físicas, o assédio sexual e moral, por exemplo. Essas discriminações são barreiras imensas para a inclusão.

    O que muita gente desconhece são as formas mais implícitas do machismo, o chamado sexismo velado, bastante estudado (e combatido!) no feminismo. Por isso, nesta semana vamos falar sobre o conceito de inclusão no mercado de trabalho e entender como ele se relaciona com o combate ao preconceito velado.

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    Se você está chegando agora, este post é parte de uma série sobre diversidade nas agências de comunicação:

    1. Entendendo o básico sobre diversidade!
    2. Representatividade x diversidade

    Parte 3 –  Inclusão e Preconceito velado

    inclusão - como fazer

    Em algumas situações, pode existir representatividade ou diversidade (como explicamos aqui), mas ainda não se construiu a igualdade de bem-estar e liberdade de expressão entre todos. Nesse momento as pessoas ainda não estão realmente incluídas.

    A seguir, vamos citar algumas situações, normalmente vividas pelas mulheres*, mas que podem se aplicar a outras minorias, como os LGBTs. Ou até serem maiores quando se trata de um “acúmulo de minorias” (com muitas aspas, depois vamos explicar o porquê), como uma mulher negra e lésbica, por exemplo:

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    – Gaslighting: “é o termo utilizado para se referir à violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz.”

    – Mansplaining: o termo “é uma junção de man (homem) e explaining (explicar). Consiste em uma fala didática direcionada à mulher,” geralmente complacente e infantilizada e para explicar algo que ela já sabe.

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    – Manterrupting: “este é um comportamento muito comum em reuniões e palestras mistas, quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.” Além disso, indivíduos homossexuais ou pessoas trans podem ser interrompidos por homens ou mulheres não-LGBT, em uma outra forma de preconceito velado.

    – Bropriating: “O termo é uma junção de bro (abreviação de brother, irmão, mano) e appropriating (apropriação) e se refere a situações em que um homem se apropria da ideia de uma mulher ou leva o crédito por ela”

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    – Discriminação heteronormativa: é um tipo de homofobia que se alia à misoginia (ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres ou meninas) presente em muitas culturas contemporâneas, onde honra, atitude ou coragem são ligados ao masculino. Nesse contexto, a pior coisa para um homem seria parecer ou ter comportamentos de uma mulher.

    Para finalizarmos, acredito que o que melhor resume a inclusão real é uma frase do Boaventura de Sousa Santos:

    “Temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”

    O próximo post, sobre Cotas e Ações Afirmativas, já está no ar.

    * Boa parte das informações deste post vieram do site “Think Olga”, você pode ler mais aqui.

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