A Converse se envolveu em uma polêmica nas redes sociais após uma de suas campanhas ser associada por internautas à Ku Klux Klan (KKK) e a imagens históricas de violência racial nos Estados Unidos. Diante da enorme repercussão, a marca retirou a campanha do ar e publicou um pedido de desculpas.
A campanha traz Karina, integrante do grupo de K-POP aespa, em uma composição na qual a artista aparece usando uma saia branca e segurando um par de tênis Converse. A iluminação e o enquadramento da imagem fizeram com que usuários apontassem uma possível semelhança com o capuz pontudo associado à Ku Klux Klan. Os tênis nas mãos da cantora também foram relacionados por críticos a representações de pessoas vítimas de linchamentos.
Alguns usuários também relacionaram a composição da foto à imagem de uma pessoa enforcada, já que o enquadramento cria a impressão de que os pés estão suspensos no ar. A leitura semiótica reforçou as críticas nas redes sociais e as associações feitas por internautas entre a campanha e referências visuais ligadas à Ku Klux Klan (KKK).
A repercussão tomou conta das redes sociais e levou a Converse a remover a imagem de seus canais oficiais. Em comunicado, a marca reconheceu que a peça causou incômodo e afirmou que “errou” ao publicar o conteúdo.
“Pedimos desculpas. Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos. Nós a removemos de nossos canais e estamos trabalhando para que ela seja retirada de todos os lugares onde apareceu. Isso não deveria ter acontecido e faremos melhor”.
Além da campanha com Karina, outra imagem ligada à Converse também passou a ser compartilhada nas redes por apresentar uma composição que internautas relacionaram a representações de linchamentos. A fotografia mostra pessoas utilizando uma escada para alcançar pares de tênis posicionados em uma árvore.
