Matheus Ferreira e Victor Alexandro recebem Joana Portugal, diretora de licenciamento de produtos da Netflix no Brasil e Cone Sul, para uma conversa sobre como a plataforma transforma storytelling em licenciamento de sucesso, sempre com o fã no centro de tudo.
Na conversa, que aconteceu durante a Licensing Con LATAM 2026, Joana compartilha sua trajetória de mais de 20 anos na indústria até chegar à Netflix, e revela os bastidores da escolha de parceiros, categorias e estratégias para cada universo.
Destaques do episódio:
- Como a Netflix define os parceiros ideais para cada conteúdo
- Bridgerton como exemplo de licenciamento adulto e vencedor de prêmio na Licensing Con LATAM 2026
- A força do público brasileiro e a liberdade criativa da Netflix com campanhas locais
- O fenômeno Guerreiras do K-Pop
Se você trabalha com licenciamento, é fã da Netflix ou quer entender como uma gigante do streaming se conecta com o público através de produtos e experiências, esse episódio gravado em parceria com o EP Grupo vai te trazer ótimos insights.
Resumo do episódio
O episódio especial do GKPBcast traz uma conversa sobre storytelling e licenciamento. Joana, pernambucana formada em Direito que construiu carreira de mais de 20 anos na indústria de licenciamento (passando por Disney, Paramount/Nickelodeon e Universal Studios), está há cinco anos na Netflix. Ela explica que a abordagem da Netflix no licenciamento parte sempre do olhar para o fã e do DNA criativo do conteúdo, não da categoria de produto. A partir daí, a empresa cruza informações para entender o que os fãs amam na série e como materializar isso em produtos que gerem desejo. Exemplos citados incluem Bridgerton (que recebeu um prêmio na feira por sua parceria com fragrâncias e decoração, fugindo do licenciamento tradicional infantil), Stranger Things (com produtos que conectam cultura pop a categorias como alimento, bebida e colecionáveis) e One Piece (com o live action que redesenhou a licença para alcançar um público mais massivo).
A conversa destaca o diferencial da Netflix em relação a outras empresas do setor: a horizontalidade e o respeito à cultura local. Joana conta que nunca teve dificuldade em convencer o time global a investir em ativações locais no Brasil, como trazer Paolla Oliveira e Neguinho da Beija-Flor para campanhas de Bridgerton, ou criar narrativas que conectam a “rainha de Bridgerton” ao público brasileiro. “A Netflix olha para o fã de um jeito muito local”, afirma Joana, e essa abordagem “de fã para fã” está no DNA da empresa, refletindo-se tanto no marketing quanto no licenciamento.
Ela também menciona o caso de Guerreiras do K-Pop como um exemplo de reação rápida ao sucesso inesperado: o público abraçou o conteúdo de forma desproporcional, e a Netflix conseguiu reagir em tempo recorde para trazer projetos de licenciamento, um movimento que no mercado tradicional de licenciamento costuma demorar muito mais. Os números impressionam com a trilha sonora da série sendo a segunda mais ouvida de 2025, com quase 16 bilhões de downloads, perdendo apenas para Bad Bunny.
Sobre as apostas promissoras no mercado da América Latina, Joana aponta algumas categorias em crescimento: alimentos e bebidas (produtos de consumo diário que democratizam o licenciamento), beleza (especialmente forte no Brasil, que é o segundo ou terceiro mercado mais importante globalmente para essa categoria), com destaque para a conexão entre a estética de Guerreiras do K-Pop e o uso da beleza no dia a dia. Ela reforça que o licenciamento tradicional (brinquedos, vestuário) segue importante, mas que o futuro passa por entender o comportamento de consumo regional e investir em produtos que as pessoas consomem todos os dias.
Episódio completo no Spotify
GKPBcast na Licensing Con LATAM 2026 – Uma série realizada em parceria com o EP Grupo (@epgrupo) e Estúdio Soap Box (@soapbox.estudio).













