Pouco se fala sobre o poder das ações offline e o quanto essas ações podem impactar diretamente no contato com o consumidor. Parte de toda estratégia de branding gira em torno do mundo físico e boa parte das marcas parece não dar muita atenção para esses formatos.
Neste episódio do GKPBcast, Matheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro conversam sobre as experiências presenciais que as marcas podem proporcionar para os consumidores por meio do live marketing, como uma experiência negativa na hora do contato pode influenciar a percepção das marcas e muito mais.
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Fora da Tela – Resumo do episódio
O episódio do GKPBcast discute o crescente valor das ações offline no marketing, especialmente para a Geração Z que, por ser nativa digital, vê o mundo físico como uma novidade e um escape do “brainrot” das redes sociais. Os apresentadores destacam que, em um cenário de feeds infinitos e conteúdo descartável, experiências presenciais marcantes se transformam em memórias que geram fidelização. Dados da Event Track (2024) mostram que 74% dos consumidores se sentem mais conectados a marcas após participarem de uma experiência presencial, e ações offline geram conteúdo orgânico que viraliza no digital, mas o inverso não ocorre com a mesma intensidade. No entanto, eles criticam duramente as marcas que fazem ativações “de mentirinha” em festivais: stands com brindes porcaria e a substituição do sampling genuíno por exigências como seguir redes sociais, postar stories e entregar dados pessoais por um simples chaveiro.
O episódio aborda casos de marcas que acertaram, como Bold (que distribuiu barras de chocolate em miniatura e ofereceu fotos polaroide sem burocracia) e Heineken no Rock in Rio (com uma experiência imersiva de tulipa de cerveja e música ao vivo, alinhada ao storytelling do festival). Já os erros são exemplificados por ativações invasivas, como bandeirões com propaganda no Maracanã (iFood e Prime Video), que usam torcedores como “outdoors humanos” sem repassar benefício algum. Os hosts condenam a lógica de “tá duro, dorme”: se a marca não tem budget para fazer uma experiência realmente boa e valorosa para o consumidor, não deveria fazer ativação nenhuma. A crítica central é que muitas marcas tratam ações offline como meros geradores de conteúdo para o digital (videocases bonitinhos), enquanto a experiência real é frustrante, o que gera um paradoxo onde o consumidor é usado como figurante para a campanha, sem receber nada em troca.
Por fim, os apresentadores refletem sobre como integrar o físico e o digital de forma ética e estratégica. Sugestões incluem: distribuição de senhas por geolocalização para evitar filas, envio de kits temáticos para os compradores de ingressos (como em corridas de rua, que trazem produtos de marcas patrocinadoras), e ativações em espaços cotidianos como metrôs (ex.: Crunchyroll com máquina de garra, adesivação de estações para filmes como Tartarugas Ninja). A grande lição é que o sucesso de uma ação offline não pode ser medido apenas por KPIs digitais, é preciso investir em pesquisa qualitativa para entender o valor emocional gerado. O episódio conclui que, embora o digital seja importante, o contato físico ativa áreas do cérebro que a tela não alcança, e marcas que se lembram disso e respeitam o consumidor como ser humano, não como número, constroem conexões duradouras.
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