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A Influência dos Influenciadores: quem realmente decide o que a gente compra?

Como influenciadores moldam as decisões de compra no Brasil? E qual o impacto do marketing de influência na economia digital? Ouça já!
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por Victor Alexandro em gkpb.com.br
16 de julho de 2026
Capa do YouTube do episódio “A Influência dos Influenciadores”, com pessoas usando fones, celular e controle de videogame em fundo azul
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O que você precisa saber

  • O Brasil lidera o ranking global com 48% dos consumidores que já compraram por indicação de influenciadores, destacando a força do marketing de influência local.
  • Fatores culturais e estruturais, como alta confiança nos influenciadores, acesso limitado a outras formas de lazer e a autenticidade dos criadores brasileiros, impulsionam essa influência.
  • Apesar do crescimento do mercado, a falta de regulação e desafios como fraudes e briefings rígidos ameaçam a sustentabilidade da creator economy no país, exigindo maior transparência e autonomia criativa.

O Brasil lidera o ranking da Statista com 48% dos consumidores afirmando já ter comprado algo por recomendação de celebridades ou influenciadores, e isso mostra a potência do marketing de influência por aqui.

Mas o que será que define essa força toda da creator economy no Brasil? Fatores culturais, econômicos e muitas outras variáveis são consideradas neste episódio do GKPBcast, onde Matheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro avaliam o ranking completo da Statista Consumer Insights.

Confira o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.

A Influência dos Influenciadores – Resumo do episódio

O episódio analisa uma pesquisa da Statista sobre o impacto de influenciadores nas decisões de compra ao redor do mundo, com o Brasil liderando o ranking: 48% dos brasileiros afirmam já ter comprado algo por indicação de uma celebridade ou influenciador, seguido pela África do Sul (45%), Índia (42%), China (38%) e Reino Unido (29%), enquanto países europeus como França (17%) e Alemanha (23%) ficam nas últimas posições. Os apresentadores discutem se esse dado é positivo ou negativo, apontando que a confiança do brasileiro em influenciadores é alta (78% consideram as recomendações confiáveis, acima da média global de 74%), mas alertam que essa vulnerabilidade também é explorada por influenciadores picaretas e golpistas. Eles comparam o momento atual à “teoria da bala mágica” (hipodérmica) da comunicação de massa, em que novas tecnologias como o rádio e depois a TV tiveram um período de influência quase inquestionável sobre o público, e as redes sociais estariam agora em um estágio semelhante, embora já caminhando para o fim desse ciclo de inocência.

O Brasil é destacado como um caso único não apenas como consumidor, mas também como produtor de conteúdo: são mais de 14 milhões de influenciadores (6,7% da população), número que cresceu de 13 milhões em 2023, e o país ocupa a liderança mundial em número de influenciadores no Instagram (10,5 milhões com mais de 1.000 seguidores). Os apresentadores atribuem essa receptividade a fatores estruturais: a escala 6×1, a falta de acesso a entretenimento e cultura, e o fato de o celular ser muitas vezes a única forma de lazer disponível, o que mantém os brasileiros mais tempo online e mais suscetíveis à influência. Além disso, o “molho brasileiro” (a autenticidade, criatividade e humor ácido dos criadores de conteúdo nacionais) é apontado como um diferencial competitivo que faz com que influenciadores brasileiros frequentemente viralizem no exterior, enquanto influenciadores estrangeiros como Mr. Beast têm mais dificuldade de conquistar o público brasileiro, que é “seletivo” e valoriza conteúdo com identidade local.

O episódio também aborda as contradições e desafios desse mercado: embora o investimento em influencer marketing tenha crescido 35% em 2025, atingindo US$ 32,55 bilhões globalmente, e a publicidade na internet tenha superado pela primeira vez a TV aberta (crescimento de 24,3%), a falta de regulação no Brasil ainda é um problema, com influenciadores que operam em “terra de ninguém”, com consequências baixas para quem comete fraudes ou promove produtos enganosos. Os apresentadores defendem que o futuro da influência digital depende de mais transparência e regras claras (como a recente queda de perfis que usavam crianças em storytelling), além de uma maior autonomia criativa para os influenciadores, já que muitas marcas ainda engessam o trabalho com briefings rígidos que tiram a autenticidade. A conclusão é que o mercado está no ápice de um ciclo que pode começar a declinar à medida que o público ficar mais cético, e marcas que colocarem “todos os ovos nessa galinha” correm o risco de “ficar sem galinha e sem ovo”.

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