O Brasil lidera o ranking da Statista com 48% dos consumidores afirmando já ter comprado algo por recomendação de celebridades ou influenciadores, e isso mostra a potência do marketing de influência por aqui.
Mas o que será que define essa força toda da creator economy no Brasil? Fatores culturais, econômicos e muitas outras variáveis são consideradas neste episódio do GKPBcast, onde Matheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro avaliam o ranking completo da Statista Consumer Insights.
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A Influência dos Influenciadores – Resumo do episódio
O episódio analisa uma pesquisa da Statista sobre o impacto de influenciadores nas decisões de compra ao redor do mundo, com o Brasil liderando o ranking: 48% dos brasileiros afirmam já ter comprado algo por indicação de uma celebridade ou influenciador, seguido pela África do Sul (45%), Índia (42%), China (38%) e Reino Unido (29%), enquanto países europeus como França (17%) e Alemanha (23%) ficam nas últimas posições. Os apresentadores discutem se esse dado é positivo ou negativo, apontando que a confiança do brasileiro em influenciadores é alta (78% consideram as recomendações confiáveis, acima da média global de 74%), mas alertam que essa vulnerabilidade também é explorada por influenciadores picaretas e golpistas. Eles comparam o momento atual à “teoria da bala mágica” (hipodérmica) da comunicação de massa, em que novas tecnologias como o rádio e depois a TV tiveram um período de influência quase inquestionável sobre o público, e as redes sociais estariam agora em um estágio semelhante, embora já caminhando para o fim desse ciclo de inocência.
O Brasil é destacado como um caso único não apenas como consumidor, mas também como produtor de conteúdo: são mais de 14 milhões de influenciadores (6,7% da população), número que cresceu de 13 milhões em 2023, e o país ocupa a liderança mundial em número de influenciadores no Instagram (10,5 milhões com mais de 1.000 seguidores). Os apresentadores atribuem essa receptividade a fatores estruturais: a escala 6×1, a falta de acesso a entretenimento e cultura, e o fato de o celular ser muitas vezes a única forma de lazer disponível, o que mantém os brasileiros mais tempo online e mais suscetíveis à influência. Além disso, o “molho brasileiro” (a autenticidade, criatividade e humor ácido dos criadores de conteúdo nacionais) é apontado como um diferencial competitivo que faz com que influenciadores brasileiros frequentemente viralizem no exterior, enquanto influenciadores estrangeiros como Mr. Beast têm mais dificuldade de conquistar o público brasileiro, que é “seletivo” e valoriza conteúdo com identidade local.
O episódio também aborda as contradições e desafios desse mercado: embora o investimento em influencer marketing tenha crescido 35% em 2025, atingindo US$ 32,55 bilhões globalmente, e a publicidade na internet tenha superado pela primeira vez a TV aberta (crescimento de 24,3%), a falta de regulação no Brasil ainda é um problema, com influenciadores que operam em “terra de ninguém”, com consequências baixas para quem comete fraudes ou promove produtos enganosos. Os apresentadores defendem que o futuro da influência digital depende de mais transparência e regras claras (como a recente queda de perfis que usavam crianças em storytelling), além de uma maior autonomia criativa para os influenciadores, já que muitas marcas ainda engessam o trabalho com briefings rígidos que tiram a autenticidade. A conclusão é que o mercado está no ápice de um ciclo que pode começar a declinar à medida que o público ficar mais cético, e marcas que colocarem “todos os ovos nessa galinha” correm o risco de “ficar sem galinha e sem ovo”.
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Episódios anteriores:
- Branding líquido: O futuro das marcas é flexível?;
- Exaustão Criativa: como criar sem se esgotar;
- Brasil 100 2026: Quais são as marcas mais valiosas do país?











