GKPBCast

Branding líquido: O futuro das marcas é flexível?

O branding líquido permite que marcas sejam flexíveis e se adaptem sem perder a essência em um mundo digital em transformação
Foto do autor
por Victor Alexandro em gkpb.com.br
8 de julho de 2026
Capa do vídeo sobre branding líquido, com pessoas em fone de ouvido e texto “BRANDING O FUTURO DAS MARCAS É FLEXÍVEL”
logo do google Siga o GKPB no Google
00:00
00:00

O que você precisa saber

  • O conceito de "branding líquido" permite que marcas flexibilizem sua identidade visual mantendo sua essência, como exemplificado pela marca Rhode de Hailey Bieber no Coachella, que adaptou seu visual para uma ativação vibrante e engajadora.
  • O equilíbrio entre consistência e adaptabilidade é explicado pelo modelo de "âncora e borda", onde a âncora é o núcleo imutável da marca e a borda são elementos flexíveis, permitindo inovações sem perder a identidade.
  • Marcas que adotam esse modelo conseguem se destacar e criar conexões autênticas, especialmente com a Geração Z, desde que as mudanças sejam compreendidas pelo público e respeitem o contexto e a essência da marca.

Quando o mundo digital se mostra cada vez mais mesclado com o mundo físico, é comum que as marcas precisem se adaptar. Nesse cenário, temos o estudo de caso da Rhode (marca da Hailey Bieber), que deu uma aula de branding durante sua participação no Coachella, resultando no que chamamos de “Branding Líquido”.

Será que esse é realmente o futuro de todas as marcas? Neste episódio do GKPBcastMatheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro conversam sobre como a chave não é abandonar a identidade visual, mas sim ter ciência do que é a âncora e a borda da sua marca para poder se tornar mais flexível.

Confira o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.

Branding líquido – Resumo do episódio

O episódio do GKPBcast explora o conceito de “branding líquido”, a capacidade das marcas de flexibilizar sua identidade visual e se adaptar a diferentes contextos sem perder sua essência. O case central é a marca de maquiagem Rhode, de Hailey Bieber, que gerou mais de US$ 10 milhões em valor midiático com uma ativação no festival Coachella, onde abandonou sua identidade minimalista (tons sóbrios, marrons e beges) para adotar um visual vibrante com rosa, margaridas e uma tipografia totalmente diferente, tudo para celebrar a volta de Justin Bieber aos palcos e a parceria entre os dois. A ativação, que aconteceu fora do festival (em um espaço próximo ao autódromo), superou em engajamento os patrocinadores oficiais, capturando mais de 30% do Share of Voice nas conversas sobre beleza durante o evento e gerando 740 milhões de impressões em apenas uma semana. Os apresentadores destacam que essa mudança radical só funcionou porque estava alinhada a um storytelling consistente (a relação com Justin Bieber, o nome “Road” que remete a estradas, e a conexão com as flores, já que “road” tem relação etimológica com “rosa” no grego).

O episódio introduz o conceito de “âncora e borda” (criado por Sato Wakeshima no Creative Block) para explicar como as marcas podem se equilibrar entre consistência e adaptabilidade. A âncora é o núcleo imutável da marca, que pode ser uma cor principal, um símbolo icônico ou uma tipografia de base, como a calça jeans clássica que nunca muda. Já a borda são os elementos que podem ser explorados criativamente: padrões diferentes, cores secundárias, ativações temporárias, como os “acessórios” que você coloca na calça jeans (um rasgo no joelho, uma corrente no cinto, patches). Exemplos práticos incluem a Adidas (que transita entre o logo trefoil e as três listras), a Levi’s (que criou o “bat wing” ao ter seu logo tampado pela FIFA em estádios, transformando uma adversidade em oportunidade de branding), e o Spotify e o Duolingo, que frequentemente mudam seus ícones de aplicativo para gerar curiosidade e reconexão com o público.

A conversa também aborda a relação da Geração Z com marcas, que são mais seletivas, mas também mais leais; quase seis em cada 10 jovens sentem conexão com pessoas que usam as mesmas marcas, e quase metade julga os outros pelas escolhas de marca que fazem, tratando-as como símbolos de personalidade. Os apresentadores alertam, no entanto, que o branding líquido exige cuidado: não se trata de “sair descaralhando com a marca”, mas de entender o contexto e garantir que o público compreenda a mudança. Três perguntas-chave são propostas para marcas que querem adotar essa abordagem:

  1. Qual é a minha âncora (o que nunca muda)?
  2. Quais são os elementos da borda (o que pode ser adaptado)?
  3. Meu público entende essas mudanças?

O episódio conclui que, em um mundo de estímulos constantes e algoritmos que exigem atenção em poucos segundos, marcas que conseguem se reinventar sem perder sua essência, como a Rhode fez no Coachella, têm mais chances de se destacar e construir conexões duradouras com consumidores que valorizam autenticidade e adaptabilidade.

Episódio completo no Spotify

Episódios anteriores:

Acompanhe também no Instagram

logo do google Siga o GKPB no Google

GKP... o quê?

O GKPB começou como um Blog de Publicidade e se transformou no maior portal independente de notícias sobre Marketing e Comunicação do Brasil.
 
Este é  um lugar para abordar tudo o que acontece de mais interessante no mercado, com um destaque para pautas de diversidade, geração Z e universo geek. Entre, tire os sapatos e sinta-se a vontade.
 

Confira os destaques da semana

Conecte-se

Acompanhe o GKPB nas redes sociais e receba nossas notícias em primeira mão.

Conheça nosso Instagram