Abre em uma nova aba
Redes Sociais

Instagram testa vídeos de até 90 minutos e mira no YouTube

A plataforma planeja ampliar a descoberta de transmissões ao vivo e criar um controle remoto via celular para TV, invertendo sua lógica original focada em vídeos curtos e verticais
Foto do autor
por Victor Alexandro em gkpb.com.br
26 de outubro de 2026 às 15:50
Ícones do Instagram e do YouTube em um cenário com luzes coloridas, ilustrando testes de vídeos longos no Instagram
Instagram testa vídeos de até 90 minutos e mira no YouTube, com novos recursos para assistir conteúdos como Reels em telas da Apple TV.
00:00
00:00
logo do google Siga o GKPB no Google

O Instagram começou a testar vídeos de até 90 minutos de duração e prepara recursos para que usuários assistam a Reels e outros conteúdos direto na Apple TV, movimento que a Meta descreve como parte do plano para ampliar a oferta de vídeos longos e competir diretamente com o YouTube. Por enquanto, os testes estão restritos a um grupo seleto de usuários ao redor do mundo.

A novidade permite publicar vídeos horizontais mais longos e usar Reels como vitrine para atrair audiência para esse conteúdo estendido, uma estratégia que inverte a lógica original da plataforma, que nasceu em torno do vídeo curto e vertical. A empresa também planeja ampliar a descoberta de transmissões ao vivo para além dos seguidores de cada criador, exibindo-as na própria aba Reels, e está desenvolvendo um recurso que transforma o celular em controle remoto para reproduzir vídeos na TV.

O anúncio chama atenção pela forma como foi feito, um vídeo publicado pelo chefe do Instagram, Adam Mosseri, ao lado de Tessa Lyons, vice-presidente de produto da plataforma, no qual o executivo admite ter sido contrário por muito tempo à ideia de investir em vídeos longos, com receio de que a rede deixasse de priorizar a conexão entre amigos em favor do entretenimento puro. A mudança de postura de Mosseri soa como um reconhecimento público de que o comportamento dos usuários, cada vez mais inclinado ao consumo de conteúdo longo nas redes sociais, superou a visão original que guiava o produto.

Apesar do avanço técnico, o Instagram ainda não tem um programa de divisão de receita publicitária equivalente ao do YouTube, modelo que historicamente sustenta a economia de criadores na plataforma concorrente. Segundo a empresa, ainda é cedo para definir um formato de monetização de longo prazo, mas já estuda alternativas que envolvem parcerias com marcas, contribuições de fãs e incentivos atrelados ao desempenho do conteúdo, caminho que, por ora, deixa o criador que migrar para vídeos longos no Instagram sem a garantia de receita publicitária que o YouTube já oferece há anos.

Nos comentários de publicação de anúncio, inclusive, a indagação mais curtida fala justamente sobre esse ponto. “Por que é que alguém iria postar um vídeo longo não pago no Instagram se podemos publicá-lo no YouTube e realmente sermos pagos pelo esforço?”, diz.

Um outro usuário aponta que a nova funcionalidade pode funcionar mais para marcas que querem divulgar seus serviços/campanhas de maneira geral, o que, de certa forma, faz sentido, mas não parece ser o foco principal da nova estratégia.

O fato é que não há atualmente alguém que consiga competir com o YouTube no quesito conteúdos verticais de longa duração. Tivemos recentemente a chegada do BiliBili no Brasil, mas que até o momento não vingou, e agora temos esse movimento do Instagram para conseguir expandir ainda mais seu reinado na internet.

COMPARTILHE

logo do google Siga o GKPB no Google