Abre em uma nova aba
Futebol

Agibank assume cota máster do Santos após proibição das bets no futebol brasileiro

Outros clubes adotam estratégias variadas: São Paulo e Fluminense com Superscore, Corinthians com Jota.ai, Flamengo e Palmeiras optam por respostas simbólicas ou sem patrocinador
Foto do autor
por Victor Alexandro em gkpb.com.br
16 de outubro de 2026 às 16:14
Atualizado em 16 de outubro de 2026 às 16:27
Camisa do Santos com marca Agibank e escudo do clube, em foto de estúdio sobre fundo cinza
Agibank estampa a camisa do Santos em estreia no Brasileirão, marcando a nova cota máster do clube.
00:00
00:00

O Santos estreia neste domingo, 18, contra o Fluminense no Maracanã com um novo nome estampado na frente da camisa: o Agibank. A fintech assume a cota máster do clube em contrato válido até o fim da temporada 2026, substituindo a empresa de bet que ocupava o espaço antes de ser proibida de atuar e anunciar no Brasil pela medida provisória assinada no fim do mês passado contra empresas de apostas esportivas.

O caso do Santos ilustra bem o rearranjo que o mercado esportivo brasileiro está vivendo. São Paulo e Fluminense optaram pela Superscore, plataforma de estatísticas, enquanto o Corinthians fechou com a Jota.ai, empresa de inteligência artificial. Há também quem tenha respondido de forma simbólica à proibição, caso do Flamengo, ou do Palmeiras, que simplesmente decidiu deixar a cota sem patrocinador por enquanto.

Camisa do Santos com a marca agibank, pendurada em rede de treino
Camisa do Santos com o patrocinador Agibank, exibida em foto de vestiário, em referência à nova cota máster do clube.

Matheus Girardi, CMO do Agibank, afirma que o acordo com um time que tem Neymar e Coutinho no elenco tem potencial para ampliar o reconhecimento de marca e aproximar a fintech do torcedor brasileiro. Já para o Santos, a parceria entra numa frente mais direta, a de buscar novas fontes de receita para sustentar o orçamento do clube, justamente no momento em que o principal tipo de patrocinador do futebol nacional dos últimos anos foi tirado do tabuleiro de uma hora para outra.

O movimento mostra como a saída forçada das bets abriu uma disputa acelerada por visibilidade na camisa mais valiosa do marketing esportivo brasileiro, e setores que antes disputavam espaço de mídia de forma mais discreta, como fintechs e empresas de tecnologia, aproveitam a janela para ocupar um território que dificilmente teria essa cota disponível em circunstâncias normais.

Falamos muito sobre esse movimento do mercado e a oportunidade para crescimento de maneira geral no episódio Fim das Bets no GKPBcast. Você pode conferir o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.

COMPARTILHE