O Santos estreia neste domingo, 18, contra o Fluminense no Maracanã com um novo nome estampado na frente da camisa: o Agibank. A fintech assume a cota máster do clube em contrato válido até o fim da temporada 2026, substituindo a empresa de bet que ocupava o espaço antes de ser proibida de atuar e anunciar no Brasil pela medida provisória assinada no fim do mês passado contra empresas de apostas esportivas.
O caso do Santos ilustra bem o rearranjo que o mercado esportivo brasileiro está vivendo. São Paulo e Fluminense optaram pela Superscore, plataforma de estatísticas, enquanto o Corinthians fechou com a Jota.ai, empresa de inteligência artificial. Há também quem tenha respondido de forma simbólica à proibição, caso do Flamengo, ou do Palmeiras, que simplesmente decidiu deixar a cota sem patrocinador por enquanto.

Matheus Girardi, CMO do Agibank, afirma que o acordo com um time que tem Neymar e Coutinho no elenco tem potencial para ampliar o reconhecimento de marca e aproximar a fintech do torcedor brasileiro. Já para o Santos, a parceria entra numa frente mais direta, a de buscar novas fontes de receita para sustentar o orçamento do clube, justamente no momento em que o principal tipo de patrocinador do futebol nacional dos últimos anos foi tirado do tabuleiro de uma hora para outra.
O movimento mostra como a saída forçada das bets abriu uma disputa acelerada por visibilidade na camisa mais valiosa do marketing esportivo brasileiro, e setores que antes disputavam espaço de mídia de forma mais discreta, como fintechs e empresas de tecnologia, aproveitam a janela para ocupar um território que dificilmente teria essa cota disponível em circunstâncias normais.
Falamos muito sobre esse movimento do mercado e a oportunidade para crescimento de maneira geral no episódio Fim das Bets no GKPBcast. Você pode conferir o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.
