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    Metaverso: como as marcas podem aproveitar essa tendência?

    Em entrevista exclusiva ao GKPB, Diego Ortiz comentou a importância do metaverso para o mercado e sobre qual será próxima grande tecnologia

    EM GKPB.COM .BR

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    Não tem mais como fugir do metaverso, apesar de diversas polêmicas sobre a WEB 3.0, muitas marcas e empresas estão se aventurando nesse novo mundo digital. Mas como toda nova tecnologia existe uma “dúvida” gigante: entrar ou não entrar?

    Nos últimos anos, vimos a criação e expansão desse novo espaço. Empresas já estão se aventurando no metaverso e criando ações para interagir ainda mais com os consumidores. Entre elas podemos citar, o show de Travis Scott e Ariana Grande dentro do jogo Fortnite, as diversas ações de marcas no GTA, a venda de roupas de marcas de luxo em jogos e lógico, não podemos esquecer, da febre das NFTs.

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    Para entendermos melhor, nós batemos um papo com Diego OrtizCEO da Verse e co-fundador da Chili, que nos contou um pouco mais sobre esse novo universo, a presença das marcas no espaço digital, as possibilidades da próxima tendência para o mercado e os porém(s) ainda explícitos nessa tecnologia. Confira:

    GKPB: Em que ponto está o metaverso hoje e quem (marcas/empresas) ainda precisa fazer parte dele?

    Em termos de comparação, imagine a era da internet discada – eu diria que é o ponto que está o Metaverso agora. Quem sabe levaremos décadas para realmente começar a ver o potencial completo do conceito. Ainda na comparação, levamos mais ou menos 30 anos para sair daquela internet lenta e que ocupava a linha telefônica para o momento em que estamos agora com 5G e fibra ótica.

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    Da mesma maneira, 40 anos atrás a Internet não era o foco de negócios e hoje em dia é quase que obrigatório para quase toda empresa e indústria. Assim será com o metaverso. Eventualmente, todos agentes importantes do mercado de tecnologia precisarão fazer parte dele.

    GKPB: Como começar a fazer parte do metaverso?

    Por incrível que pareça, é tão fácil quanto criar um website. O metaverso, em resumo, é um espaço onde a interação entre as pessoas e ambientes e “objetos” digitais. Ou seja, são várias as formas de se fazer parte do metaverso, até mesmo sem criar o seu próprio. Já tivemos marcas interagindo com plataformas como GTA RP e Fortnite, por exemplo.

    GKPB: Quais são as responsabilidades das empresas na criação desse universo?

    Criar uma experiência de imersão contínua. Criar por criar, em comparativo, existem milhões de websites hoje “ativos” mas sem visitas por usuários reais. Criar um espaço no metaverso não é a grande questão (na nossa opinião) se não COMO se utilizar daquele espaço para engajar e converter potenciais clientes e usuários. É necessário engajamento e senso de comunidade para que um metaverso seja funcional.

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    GKPB: Se você pudesse apostar na próxima grande tecnologia que vai revolucionar o mercado, você teria alguma em mente?

    Socialcommerce. O grande aspecto da chamada “web3” é o quão interconectadas as tecnologias serão – de blockchain, ao metaverso, a entretenimento, streaming, jogos, social e ecommerce (que virarão socialcommerce, uma coisa só). A tendência é que o mundo digital tome conta de diversas frentes.

    GKPB: Como as empresas podem criar uma estratégia para operar neste amplo espectro?

    Eu diria que o mais importante é dar o primeiro passo. Começar com algo, uma ação, por menor que seja. Por exemplo, criar uma carteira virtual para a empresa. Entender aspectos básicos de tokenização sem se aprofundar na parte técnica, mas vendo o potencial que existe na interconectividade entre as tecnologias emergentes e atuais. Aprender, executar, falhar e repetir.

    GKPB: Existe algum perigo em investir no metaverso, como exemplo podemos citar o grande prejuízo de US$ 12 bi para Facebook apostando nesse mercado. Quais são os principais riscos?

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    O “prejuízo” do Facebook de US$12 bi é recente. Lembrando que a Netflix quando lançou seu serviço de streaming em 2007 possuía cerca de 7 milhões de usuários e $1 bi de faturamento anual, versus os 6 bi de faturamento da Blockbuster no mesmo período. O sucesso de determinadas tecnologias vai além da plataforma em si, também precisamos considerar a maturidade do mercado, infraestrutura, produtos (como o headsets de VR) entre outros para saber o quão pronto aquele mercado está para aquela tecnologia. A Internet de 30 anos atrás não era para todos, assim como não foi a linha telefônica, a TV, e até o rádio no começo de tudo.

    Para uma marca evitar grandes prejuízos eu diria que é necessário considerar onde se pode GANHAR primeiro: Earned media, buzz, engajamento com audiências existentes (que se encaixem no perfil de usuário do Metaverso atual, por ex.), chances de conversão, etc.

    GKPB: Grandes empresas estão ainda evitando o assunto, como a própria Microsoft. Recentemente o CEO da área de games da Microsoft, Phil Spencer, comentou em entrevista que o metaverso parece um jogo de videogame malfeito. Como as marcas podem adentrar esse universo e ajudar a melhorá-lo?

    Mais uma vez acho que é uma questão de maturidade do mercado. Posso garantir que o Metaverso veio para ficar? Com certeza não. Mas o movimento das maiores empresas hoje do mundo (incluindo a própria Microsoft com a Mesh) mostra que há sim grandes influenciadores no meio tecnológico que acreditam na evolução do espaço. Para melhorá-lo necessitaremos uma junção de coisas e alinhamento de fatores tecnológicos, socioeconômicos, infraestruturais, e outros.

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    GKPB: Quando eu normalmente penso em metaverso, a única imagem que vem em minha cabeça é o mundo utópico do livro Jogador Nº1. Gostaria de abordar uma problemática: Sobre o atraso da tecnologia, o metaverso ainda tem muito para melhorar. Você acredita que existe um ideal que podemos alcançar no metaverso?

    Excelente pergunta, minha preferida até agora (risos). Eu acredito que o metaverso é quase que uma evolução “natural” das coisas. Hoje já vivemos uma “segunda vida” (não remetendo a outra versão mal-sucedida do metaverso) através da internet: mídias sociais, smart TV, e-books, etc. Eu vejo o Metaverso como uma evolução 3D da internet (que hoje é 2D como a tela do nosso computador e celulares).

    Nessa versão da internet (que não necessariamente é VR mas, acredito eu, será muito mais baseada em AR – realidade aumentada) acredito que há infinitas oportunidades de interação, experiência, entretenimento, transação, etc.

    GKPB: E para finalizar, gostaria de ouvir sua opinião sobre a forma que as marcas estão adentrando o metaverso. Você teria alguns exemplos de ações de marcas nesse universo?

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    Um ano atrás não teríamos tantos, hoje em dia, felizmente, muitos. E muitos casos de sucesso. Um exemplo lá fora foi a Acura entrando no metaverso com uma concessionária virtual (que vendeu bastante carro no lançamento – carros REAIS!). Outro exemplo seria o pessoal da MetaEXP – time local, brazuca, que lançou a loja da Americanas no GTA V, um outro excelente exemplo de ativação. A Logitech também realizou o lançamento de um fone de ouvido no GTA RP, em paralelo com o mundo aqui fora.

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