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    Entrevista com Luan Torres, do projeto Arbo | Geração Que Faz Bem

    Neste episódio a gente vai conversar com o Luan Torres, do Arbo. Um projeto que promove a plantação de árvores frutíferas em espaços públicos de comunidades carentes de todo o Brasil. Assista.

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    Em mais uma iniciativa de celebração dos 100 anos de Brasil, a Nestlé acelerou projetos de impacto social liderados por jovens, para que ganhem escala e ajudem a criar um futuro melhor.

    A marca promoveu mentorias para estes jovens e ainda utilizou suas embalagens, que têm penetração em 99% dos lares brasileiros, para dar publicidade aos projetos.

    Neste episódio a gente vai conversar com o Luan Torres, do Arbo. Um projeto que promove a plantação de árvores frutíferas em espaços públicos de comunidades carentes de todo o Brasil.

    Na conversa nós falamos um pouquinho de como o projeto tem ajudado pessoas ao redor do país e como a parceria com a Nestlé deve ajudar a impulsionar a adoção do projeto. Confira.

    O que é o projeto Arbo?

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    O Projeto Arbo nasceu a partir da minha primeira aula de filosofia, quando o meu professor de filosofia colocou uma cadeira em cima da mesa e a partir daquela iniciativa ele fez a gente começar a olhar as coisas sobre uma nova perspectiva.

    Cada coisa acontece de uma forma para cada pessoa. A partir dessa reflexão, ao ir pra escola, eu comecei a analisar quais eram as problemáticas que eu vivia. A partir dessa análise eu percebi pela primeira vez, que eu vivia em um dos bairros mais pobres e com mais problemas de vulnerabilidade social da minha cidade. Então essa foi a primeira questão.

    A segunda foi perceber que no caminho para a escola tinha um rio que se chamava Una. E o nome da minha cidade é São Bento do Una. Então tinha uma homenagem ao rio no nome da cidade e ao mesmo tempo as pessoas estavam jogando lixo no rio e acabando com a sua mata ciliar.

    Então estava acontecendo aquela realidade, enquanto a gente vive em um local onde a gente passa quase 6 meses sem chuva devido ao clima semiárido que a gente vive. Era muito contraditório a gente ver aquela situação e não fazer alguma coisa a partir daquela instigação que meu professor impregnou na gente. A partir daquilo eu me senti motivado a querer mudar a questão ambiental, que eu vejo todos os dias, e a questão social da fome.

    A partir dessas duas conexões foi que eu percebi que tinha um pé de acerola no caminho da escola e que eu as consumia várias vezes durante o ano. Era muito contraditório saber que existiam pessoas do meu bairro que não tinham segurança alimentar, enquanto tinha um pé de acerola que estava estragando.

    Foi aí que eu tive essa sinapse: então vamos plantar árvores frutíferas para que as pessoas tenham acesso a essa comida saudável de forma gratuita. A partir daí a gente criou o Arbo. Para quem não sabe, o nosso principal objetivo é realizar a plantação de árvores frutíferas livres em comunidades carentes.

    A gente tem um programa de embaixadores com mais de 100 jovens de mais de 14 estados do Brasil, onde cada jovem realiza a plantação de 10 a 15 árvores frutíferas no seu bairro e nas suas redondezas para que, num curto prazo, a gente tenha milhares de pessoas sendo beneficiadas pelo projeto Arbo e pelas iniciativas que estamos fazendo.

    Só para finalizar, ainda tem o aplicativo Arbo, porque não adianta existirem árvores frutíferas se as pessoas não sabem onde eles estão. As pessoas do meu bairro não comiam daquele pé de acerola porque elas não sabiam que aquele pé de acerola existia. Então eu criei o aplicativo Arbo Mapeamento, onde se você está indo para o trabalho ou para a escola, você pode abrir o aplicativo instantaneamente e em cerca de segundos você estará mapeando uma árvore frutífera que você encontrou no caminho. Em outra viagem que você estiver, você pode passar lá, pegar aquela comida gratuita e isso pode se tornar uma rede de árvores frutíferas livres para o Brasil inteiro, o que é justamente o que estamos trabalhando para acontecer.

    Quais os maiores feitos de vocês hoje?

    Trabalhar com árvores frutíferas, especialmente, é muito diferente de realizar plantações de hortas, de árvores nativas. Isso porque as árvores frutíferas, além de serem mais caras, exigem um cuidado a mais para que realmente gerem frutos. Então com esses impasses, especialmente com a pandemia que nós sofremos nos últimos anos, nós tivemos que focar um pouco mais em um dos pilares do projeto que é a questão da sensibilização.

    Então através desse pilar nós tivemos a possibilidade de alcançar cerca de 3 mil pessoas nos últimos 2 anos e nesse ano nós já conseguimos engajar cerca de 130 embaixadores de diversos estados do Brasil. Uma das coisas que mais nos orgulha não é o tanto de árvores que nós plantamos, porque isso a gente pode plantar a qualquer momento, mas o tanto de jovens que nós inspiramos a, quando saírem do Arbo, que eles se sintam inspirados a criarem seus próprios projetos e que eles se sintam inspirados a quererem gerar mais impacto em suas comunidades.

    É entenderem aquele pensamento do ex-ministro da ONU que fala assim “pensar globalmente, mas agir localmente”. A gente não precisa fazer em larga escala. A gente vai fazer um pequeno impacto, mas com o Arbo a gente consegue gerar um impacto grande. A gente costuma comparar, por exemplo, o Arbo a uma árvore. Cada embaixador é uma folha. A gente tem várias folhas, que no final, quando a gente olha de uma perspectiva mais ampla, tem um impacto considerável.

    Tem histórias incríveis. Nós temos história de embaixadores que quiseram vender seu videogame pra comprar árvores frutíferas e plantar ali na sua comunidade. Então é muito incrível e inspirador. Para além do quanto de árvores que já tivemos a oportunidade de plantar, que foram mais de 200 árvores frutíferas, a meta para esse ano são mais 2.500 árvores frutíferas.

    Só na nossa cidade nós estamos realizando a plantação de 800 árvores frutíferas. Nós aprovamos dois projetos de lei na câmara municipal da minha cidade. Para além disso tudo, o que mais nos inspira é perceber que tem muitos outros jovens que também acreditam e que também querem um futuro melhor. Não só para as problemáticas das condições climáticas, mas também para a sua saúde. Para a saúde da nossa futura geração. E é isso o que mais importa.

    E como você acredita que essa parceria com Nestlé pode ajudar no trabalho que vocês estão desenvolvendo?

    Uma das coisas que são essenciais para qualquer iniciativa social é o reconhecimento. Assim como para os embaixadores. Nós fazemos o nosso máximo. Temos uma equipe enorme de jovens. Jovens eu digo pessoas de 13 a 52 anos de idade. Uma equipe enorme de pessoas que participam do projeto e dão seu sangue para o projeto voluntariamente e que infelizmente não dá tanto efeito se nós não tivermos um apoio externo. O reconhecimento impulsiona muito para que possamos seguir e que as pessoas sejam mais abertas à essa nova iniciativa.

    Não é todo mundo que aceita plantar árvores frutíferas em espaços públicos. Mas quando eles virem que o Arbo está lá na lata da Nestlé e está em todos os mercados do Brasil, vai ser uma coisa que eles vão dar um peso maior. Além de toda a mentoria que a gente recebeu, de toda a preparação desses últimos meses, essa questão da visibilidade e do reconhecimento é excepcional.

    Porque já vamos conseguir chegar onde nunca pensamos que chegaríamos. E vamos conseguir mostrar a existência do aplicativo Arbo para pessoas que nunca saberiam que poderiam baixar um aplicativo e do nada poderão encontrar um pé de fruta em suas cidades. Isso é o que está sendo essencial e inspirador no sentido dessa parceria. E eu estou muito feliz e lisonjeado por ter sido um dos selecionados.

    E o que você imagina para o futuro do projeto Arbo?

    A ideia é que o Arbo quebre fronteiras. Nós temos a tecnologia a nosso favor, então nós queremos ir além. Da mesma forma que a Nestlé está em vários lugares do mundo, nós também queremos estar levando acesso a comida saudável e gratuita para o máximo de lugares que conseguirmos. Mas primeiro nós precisamos focar no Brasil e ter um impacto mensurável no Brasil, que a gente consiga perceber. Precisamos ter mais apoio das iniciativas privadas para que a gente consiga fomentar cada vez mais essa iniciativa de plantação de árvores frutíferas.

    Publicação patrocinada.

    Matheus Ferreirahttp://gkpb.com.br
    30. Publicitário e fundador do GKPB e Diretor Executivo da Agência HiperStorm.
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