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    Entrevista com Plácido Salles, o Beach Walker

    Na conversa nós falamos um pouco sobre a importância de levar um estilo de vida sustentável, o impacto do nosso lixo nas praias e as experiências vividas por ele. Confira.

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    Neste episódio da nossa série Os Próximos Passos by Johnnie Walker nós batemos um papo com o Plácido Salles, a pessoa que deu vida ao projeto Beach Walker. Em parceria com Johnnie Walker, Plácido percorreu 2030km de Montevidéu até o Rio de Janeiro recolhendo lixo das praias do Brasil e do Uruguai.

    Na conversa nós falamos um pouco sobre a importância de levar um estilo de vida sustentável, o impacto do nosso lixo nas praias e as experiências vividas por ele. Confira.

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    Quem é o Plácido Salles, esse cara que acabou se tornando o Beach Walker?

    Desde 2015 eu tenho uma vida nômade. Saí para viajar o mundo em 2015 e nunca mais parei. Eu sigo essa vida de viageiro, como eu costumo falar. E eu sou apaixonado por viagem, gero conteúdo sobre viagem, através do Livre Partida, que é o meu canal no Youtube e no meu Instagram também.

    Apaixonado por natureza, acostumado a fazer longas caminhadas, trilhas, travessias, já viajei de várias formas diferentes. De carro, de mochila e, agora, caminhando. Eu acredito que essa experiência de caminhar tanto dentro desse projeto do Beach Walker é uma experiência muito única, porque você viajar caminhando sem parar, constantemente é um aprendizado constante consigo mesmo. São momentos de introspecção muito intensos e então acontece muito essa questão de você aprender consigo mesmo. Ainda mais quando está atrelado com essa questão dos resíduos das praias. É realmente uma experiência muito impactante.

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    É um tema que é pesado. Quando você fala de lixo, a maioria das pessoas não quer falar sobre isso, porque afeta todos, né. Envolve todo mundo. E é um tema realmente chato. Um tema profundo. Se eu ficar o tempo inteiro frustrado e chateado com a realidade intensa do lixo eu não vou viver bem. Então eu preciso ter ferramentas que me mantenham bem nessa caminhada.

    Eu tento trazer esse ponto de vista que mostra a realidade do lixo, que é intensa e profunda, mas com uma visão otimista e com uma vida leve. Acho que essa é a soma perfeita de todos esses fatores.

    Qual é o trajeto da caminhada? Eu sei que o destino final é a Baía de Guanabara, mas quantos quilômetros vai dar esse trajeto e onde você está agora, enquanto nós conversamos?

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    Eu saí de Montevidéu, mais precisamente na praia de Carrasco, ali no centro de Montevidéu e o objetivo é percorrer, caminhando, 2030km até o Rio de Janeiro. Na verdade, esse percurso dá mais do que isso, dá mais ou menos 2.700km, mas a proposta é eu fazer 2030, até porque tem vários pontos em que a caminhada acaba sendo muito atrasada devido a morros, rochas ou até mesmo reservas florestais, rios que cortam todo esse caminho, e a gente precisa pular alguns pontos. Então de 2.700km ou 2.800km, nós reduzimos para 2030km e esse é o caminho, sempre pela costa, sempre passando por todas as praias desse percurso.

    Porque especificamente 2030 quilômetros?

    Os 2030 quilômetros reforçam os compromissos ambientais de Johnnie Walker que até o ano de 2030 garantirão que a marca seja mais sustentável em toda sua jornada, “do grão ao copo”.

    E além de Plácido e de Johnnie Walker, nós sabemos que algumas outras empresas e organizações se envolveram. Eu vi que a Sea Shepherd participou também.

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    São várias instituições diferentes. A Sea Shepherd é uma ONG que está conosco durante toda a caminhada. Nós fizemos várias ações de coleta de resíduos – ao longo de todo esse percurso desde a praia de Carrasco – incluindo uma coleta subaquática em Ilhabela. Foi muito legal. Eles me ajudaram muito, principalmente na questão da separação dos resíduos.

    Fora a Sea Shepherd, várias outras empresas estão com a gente, como por exemplo a Woodz, que faz óculos escuros. A Pacco, a Muma, a Dobra, a Lab77 e muitas outras pessoas que têm projetos incríveis que eu acabei conhecendo no meio do caminho. É muita gente mesmo. Lá no meu Instagram eu compartilho todo mundo. É uma galera do bem que está aí querendo transformar nosso planeta para melhor.

    Você tem ideia do volume de lixo que vocês já coletaram?

    Até agora eu não sei o número exato, porque eu sigo coletando. Então de tempos em tempos eu paro para fazer essa soma, mas já passou de meia tonelada.

    Algum lugar era extremamente sujo, que te deixou surpreso?

    A própria praia de Carrasco me marcou muito pela quantidade de resíduo que tinha na própria praia e no rio. Quando você sai da praia e vai para o rio, que acaba no mar, você fica assustado. O rio acaba sendo um filtro antes de chegar no mar. Então você vai vendo muito resíduo.

    Na praia, sempre que tem reserva florestal, há um grande acúmulo de resíduos. O mar traz e acaba ficando grudado nas restingas, nas dunas, com o vento, com as marés. Foram três pontos que eu passei de reservas florestais com muitos resíduos. É assustador a quantidade.

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    A gente acha que o lixo na praia está ali porque alguém jogou o lixo ali, e não é. O lixo vem do rio, que acaba no mar, que atravessa as correntes, que são levados para outras praias e aí vai. Eu encontrei uma lata de óleo vinda da Malásia, achei coisas vindas da China e de muito longe. Que vêm, muitas vezes até, por embarcação. Isso traz a noção de como as coisas são conectadas. A atitude que eu tenho agora, como eu trato meu lixo hoje pode impactar uma pessoa do outro lado do mundo. É até louco de você entender esse processo.

    Você até comentou nos seus stories que conheceu muita gente no meio da sua jornada. E quando conhecemos muita gente, conhecemos também muitas histórias. Teve alguma história que ficou marcada para você?

    Muitas. Sempre quando eu encontro um catador, mexe muito comigo. Que é um pouco o que eu estou fazendo, só que a diferença é que o cara que é catador, ele vive disso. Então me envolveu muito a questão dos catadores, especificamente. Fora isso, uma pessoa que me marcou muito foi o Filipe, da Eco Local Brasil. A Eco Local fica sediada em Barra Velha – SC, eles têm alguns outros polos no Brasil, mas a sede principal fica lá em Barra Velha.

    E basicamente ele faz um processo de captação desses resíduos, reciclagem, transformando em produtos, em materiais, em objetos extremamente úteis. Mas o que mais me chamou a atenção é que ele faz um processo de reutilização de resíduos que não são recicláveis. Todos os resíduos que não são orgânicos e que não são recicláveis entram num processo de compactação onde são transformados em tijolo, telha, piso, vaso, banco de praça, e por aí vai.

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    A forma como ele soluciona o problema dos resíduos que não são recicláveis me impactou. Eu gosto muito de divulgar o trabalho da Eco Local Brasil porque o trabalho dele é muito legal. Fora ele, eu encontrei várias pessoas no caminho que são dignas de serem citadas aqui, mas aí eu ia ficar falando eternamente. Entra lá no meu Insta que eu compartilho todo mundo.

    E qual foi o seu maior aprendizado nessa sua jornada com Johnnie Walker até o momento?

    Viajar é aprendizado o dia inteiro, dia após dia, às vezes um animalzinho te ensina coisas, sabe? Eu cruzei com lobos marinhos, pinguins, tartarugas, baleias. Às vezes só de observar e contemplar você já tem aprendizados. Foram muitos aprendizados, mas eu acho que, sem dúvida nenhuma, por causa desse grande mote da minha caminhada, eu acho que eu aprendi muito sobre esse tema [do lixo]. Eu sabia muita coisa e para mim sempre foi algo importante, mas eu nunca estive tão imerso a essa realidade quanto eu estou hoje.

    E o aprendizado através da observação de pessoas que trabalham diretamente com isso, como por exemplo os catadores, as cooperativas que eu travei contato onde nossos resíduos eram direcionados, pessoas que transformam resíduos em arte, a questão da pesca, que tem um outro impacto tremendo nos oceanos…

    Então, sem dúvida nenhuma, o maior aprendizado está relacionado com a questão do lixo, dos resíduos e de toda a cadeia. Desde o começo dos nossos hábitos, com o que escolhemos utilizar, o que escolhemos comer, como descartamos e para onde vai. Esse foi o grande aprendizado. Mas deixando claro que todo tipo de viagem revela para você grandes experiências e grandes aprendizados.

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    Queria que você reforçasse seus contatos e deixasse um convite para o nosso público a te seguir.

    Para quem quiser me seguir, bora lá comigo. Meu Instagram é @placido_salles e o Livre Partida no Youtube é o meu canal de viagem, que estou desde 2015 na estrada falando sobre esse tema. Reflexões, dicas, vlog de viagem, filosofia, falo bastante sobre esses temas.

    E minha mensagem é: vamos buscar informação e vamos trabalhar juntos para construir um futuro melhor. Os próximos 200 anos dependem dos passos de agora e eu conto com você nessa jornada, porque esse é um problema de todos. Unidos nós conseguimos dar uma solução para isso. Vamos juntos nessa. Conto com você.

    Beba com Inteligência. Não compartilhe com menores de 18 anos.

    SE BEBER, NÃO DIRIJA.

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    Matheus Ferreirahttp://gkpb.com.br
    30. Publicitário e fundador do GKPB e Diretor Executivo da Agência HiperStorm.
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