Redes Sociais

Vine voltou? App Divine resgata vĂ­deos da antiga rede social e loops de seis segundos

Plataforma resgatou mais de 500 mil vídeos originais do Vine e já conta com marcas como Taco Bell EUA participando
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por Victor Alexandro em gkpb.com.br
21 de agosto de 2026 Ă s 15:47
Atualizado em 24 de agosto de 2026 Ă s 18:18
Print de telas do app Divine, com feed de vídeos em loop de seis segundos e recursos de verificação humana.
App Divine resgata vídeos clássicos em loops de seis segundos, com interface que destaca verificação humana e controle de conteúdo.
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Quase uma dĂ©cada depois do fim do Vine, um novo aplicativo promete resgatar o formato de vĂ­deos em loop de seis segundos que marcou Ă©poca nas redes, mas com um diferencial que vai de encontro ao momento atual em que estamos: uma proposta declaradamente anti-IA. O Divine, criado por Evan Henshaw-Plath (conhecido como “Rabble”), ex-engenheiro do Twitter, e financiado por Jack Dorsey, cofundador da rede, já está disponĂ­vel para download na App Store e no Google Play apĂłs meses em fase de convites.

A proposta do app Ă© resgatar mais de 500 mil vĂ­deos originais do Vine, recuperados de um arquivo criado antes do encerramento da plataforma pelo Twitter em 2017, reunindo conteĂşdo de criadores que fizeram sucesso na Ă©poca, como Lele Pons, Jack e Jack, King Bach e os irmĂŁos Logan e Jake Paul (que podem ser encontrados na aba “Clássicos” do app). Ao mesmo tempo, o Divine permite a criação de novos loops de seis segundos, com a proposta do banimento total de conteĂşdo gerado por inteligĂŞncia artificial.

Tela do app Divine com vídeos em formato Vine, incluindo “OG Viners” e miniaturas de criadores
App Divine resgata o estilo Vine com vídeos em loop, exibindo a seleção “OG Viners” e miniaturas de criadores.

Segundo Henshaw-Plath, o objetivo do Divine é devolver às pessoas o controle criativo, sem a pressão de alimentar algoritmos de recomendação voltados para performance publicitária. Ele afirmou publicamente estar cansado de assistir a vídeos sem saber se eram reais, e destacou que quer poder se divertir na plataforma sem precisar questionar a autenticidade do que vê. Jack Dorsey, por sua vez, declarou que trazer o Vine de volta em uma rede descentralizada é uma forma de corrigir os erros do passado, incluindo a ausência de um modelo de negócio viável que, segundo ele, condenou o Vine original.

Para viabilizar essa restrição de Inteligência Artificial, a plataforma usa uma abordagem de verificação criptográfica de autenticidade. Cada vídeo publicado recebe um selo indicando se foi feito por humano, e os usuários podem clicar nesse selo para ver mais detalhes ou rodar um scanner de detecção de IA generativa. O sistema combina checagem automatizada com moderação humana para sinalizar e barrar conteúdo suspeito antes mesmo da publicação.

Tela do app Divine mostrando o vídeo “Sharp Nails”, com contagem de loops, likes e comentários.
Interface do Divine com o post “Sharp Nails”, exibindo 98 loops, 1 like e 0 comentários — vídeos em loop de seis segundos.

O crescimento inicial já mostra que o pĂşblico estava com saudades, pois, segundo os fundadores, o app já registra entre 40 mil e 50 mil usuários ativos por dia, com uma mĂ©dia de 500 a mil novos vĂ­deos publicados diariamente durante a fase de testes. AlĂ©m do algoritmo que te entrega a “For You”, o usuário tambĂ©m pode seguir determinadas listas que forem de seu interesse para facilitar o contato com o conteĂşdo.

E, para além do público, uma marca em específico também sentiu saudade. Aparentemente, o Taco Bell EUA era bem forte no Vine e já está presente no Divine não só com seus conteúdos novos, como também com vídeos de meados de 2015 em uma parceria paga com o aplicativo.

Tela do app Divine com vĂ­deos em loop de seis segundos da Taco Bell, mostrando mĂŁos e lanches ao ar livre.
Divine resgata o formato de loops de seis segundos com vĂ­deos da parceria Taco Bell, como mĂŁos montando e segurando tacos no app.

O posicionamento do Divine tenta ganhar destaque e popularidade em cima de um cansaço real do pĂşblico com o chamado “AI slop”; resta entender se temos espaço para uma nova rede social em nossas rotinas ou se o pĂşblico irá se diluir como aconteceu com todas as outras plataformas que tentaram entrar nessa luta de gigantes.

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