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Burger King Equador tenta driblar FIFA e transforma palavras proibidas da Copa em campanha

BK tenta gol de placa na Federação Internacional de Futebol e a bola bate na trave com pedido de remoção de conteúdo das redes da marca
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por Yuri Teixeira em gkpb.com.br
23 de junho de 2026 às 16:50
Atualizado em 24 de junho de 2026 às 09:21
Imagem de campanha do Burger King Equador com mensagens em espanhol e referência a “WHOPPER”, evitando termos ligados à Copa da FIFA.
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Em meio a uma série de polêmicas que envolvem os patrocinadores oficiais da Copa do Mundo e as regras da FIFA, a criatividade tem sido a única alternativa das marcas para se sobressaírem em um cenário pouco favorável. Buscando aproveitar o momento e driblar possíveis processos por uso indevido de palavras, o Burger King Equador entrou em campo com a campanha “The Unofficial Sponsor”, que faz uso das palavras proibidas pela FIFA de maneira bastante criativa.

No vídeo publicado no perfil oficial da rede de fast-food, o locutor entrou em cena apresentando a “La Paco DialMun de La FAFI“, uma sequências de palavras invertidas que, ao faladas rapidamente, se tornam “La Copa Mundial de La FIFA”, ou “Copa Mundial da FIFA”. Durante o vídeo, a marca ainda mencionado a robusta campanha de digital e OOH. Confira:

Strike da FIFA

Mesmo sendo uma forma extremamente criativa de aproveitar o momento para burlar as regras oficiais da FIFA, a empresa rapidamente questionou o uso de referências relacionadas ao mundial. A partir disso, o conteúdo foi removido das redes sociais da rede de fast-food e substituído por um comunicado que ironizou a decisão da FIFA de solicitar a remoção dos conteúdos das redes. Para manter o tom, o BK cobriu as palavras proibidas, prometeu que seus advogados seriam “mais cuidadosos”. Confira:

FIFA x Marcas

A problemática em torno das proibições da FIFA durante a Copa do Mundo FIFA 2026 tem sido uma grande oportunidade para os times de marketing mostrarem a força da comunicação. Marcas como a Levi’s, Heinz e Gillette aproveitaram a proibição para transformar a censura em fortalecimento de marca, transformando produtos e espaços em verdadeiras aulas de branding.

A Levi’s foi uma das primeiras marcas a transformar a proibição em oportunidade. A companhia, detentora dos naming rights do estádio da Baía de São Francisco que recebe partidas da Copa do Mundo, foi obrigada a cobrir seu logo com panos brancos devido às restrições impostas pela FIFA. Com isso, a marca aproveitou a situação e estendeu a ação para diversas lojas ao redor do mundo, cobrindo também seus logotipos. A iniciativa fortaleceu ainda mais sua imagem e gerou ampla mídia espontânea, impulsionada pela repercussão do caso nas redes sociais.