O TSE acabou de apresentar Pilili, a mascote criada para marcar os 30 anos da urna eletrônica no Brasil, e a movimentação é mais interessante do ponto de vista de comunicação do que pode parecer à primeira vista, principalmente vendo o movimento para se conectar com o público mais jovem (como foi o caso de usar Jujutsu Kaisen para incentivar regularização do título de eleitor).
A personagem foi desenvolvida pela agência Octopus e o nome já diz tudo sobre a origem da ideia: Pilili é inspirada no som característico que a urna faz durante a votação. Aquele bipe que todo brasileiro já ouviu pelo menos uma vez na vida virou ponto de partida criativo para construir um personagem com identidade própria. A apresentação oficial aconteceu no dia 4 de maio, na sede do TSE em Brasília, e Pilili deve aparecer em campanhas ao longo de todo o ano eleitoral.
A estratégia por trás disso é usar memória afetiva e linguagem acessível para aproximar a Justiça Eleitoral do cidadão comum. Em vez de só comunicar datas e procedimentos, o TSE aposta agora num personagem que pode transitar por diferentes formatos e plataformas, desde campanhas institucionais até ações educativas nas redes. O objetivo declarado é reforçar valores como segurança, transparência e confiabilidade do sistema eleitoral, que nos últimos anos se tornaram pautas de debate público intenso no país.
Do ponto de vista criativo, o processo envolveu estudos de linguagem visual e identificação simbólica com a população brasileira, o que indica que não foi uma criação por acaso. Pilili foi pensada para funcionar em escala, com aplicações diversas e uma identidade que precisa carregar o peso institucional do TSE sem afastar o público. É o tipo de desafio que exige equilíbrio fino entre seriedade e acessibilidade, e que vai ficar mais claro quando as campanhas começarem a rodar de verdade.

