A Comerc, empresa de soluções inovadoras em energia e descarbonização da Vibra, está lançando uma campanha institucional com foco no B2B, que coloca no centro do debate um dos principais desafios estruturais da indústria brasileira: o envelhecimento do parque industrial e seus efeitos diretos sobre custos, produtividade e emissões de CO₂.
Com o conceito “A sua indústria pede mais eficiência”, a campanha adota uma abordagem criativa e provocativa ao dar voz aos próprios equipamentos industriais, convidando executivos a refletirem sobre decisões de investimento em modernização e eficiência energética. Confira o filme:
O impacto do envelhecimento do parque industrial no meio ambiente e nas empresas
O tema ganha relevância à luz de estudos recentes. A pesquisa da McKinsey publicada em 2024, “Greener Shores: Brazil’s US$ 100 billion decarbonization opportunity”, aponta que um dos principais entraves para uma economia de baixo carbono da indústria brasileira está justamente no envelhecimento do parque industrial. Nos setores mais intensivos em energia — como cimento, aço, papel e mineração — a idade média dos equipamentos é de cerca de 14 anos, com 38% dos ativos próximos ou além da vida útil recomendada. Em segmentos como bioenergia e metalurgia, essa média sobe para 20 e 18 anos, respectivamente, evidenciando um parque fabril com ativos antigos e menor eficiência energética.
Esse cenário estrutural tem impactos diretos no desempenho das empresas. De acordo com o estudo, equipamentos obsoletos consomem mais energia, emitem mais gases de efeito estufa e elevam os custos operacionais. Além disso, o fato de muitos desses ativos já estarem amplamente depreciados reduz o incentivo econômico para sua substituição, atrasando investimentos em modernização, eletrificação e adoção de tecnologias de menor intensidade de carbono.
“A modernização do parque industrial brasileiro deixou de ser uma escolha e passou a ser uma decisão estratégica de sobrevivência competitiva. Eficiência energética é uma alavanca direta de redução de custos, aumento de produtividade e avanço em sustentabilidade, especialmente em um contexto de pressão crescente por diminuição de emissões”, afirma Clarissa Sadock, CEO da Comerc.
O papel da Comerc na modernização industrial
A Comerc atua na modernização industrial por meio de uma solução completa, que vai do diagnóstico e da engenharia dos projetos à estruturação financeira, implantação e gestão das obras, sem a necessidade de investimento inicial por parte do cliente. Esse escopo abrange iniciativas como retrofit de sistemas elétricos e industriais, implantação e modernização de subestações, além de automação, digitalização e monitoramento inteligente de energia, com base em dados em tempo real. As iniciativas dialogam diretamente com oportunidades de curto e médio prazo, como eficiência energética, digitalização e sistemas avançados de gestão de energia, viabilizando a redução de emissões e preparando a indústria para ciclos mais profundos de transição.
“O envelhecimento do parque industrial tem um custo invisível, mas extremamente relevante para o caixa das empresas. Nosso modelo permite que a indústria modernize seus ativos sem investimento inicial, pagando a partir da economia gerada, o que acelera decisões e destrava ganhos econômicos e ambientais ao mesmo tempo”, destaca Clarissa.
Entre os exemplos está o projeto realizado para as Lojas Riachuelo, que incluiu a implantação de uma subestação de alta tensão (69 kV) e a modernização do sistema elétrico. A migração da média para a alta tensão gerou uma redução de 57% no custo de energia, além de maior estabilidade no fornecimento, menos paradas não programadas e ganhos operacionais relevantes.
Com duração de seis meses, a campanha será veiculada em canais próprios, digitais. Os conteúdos da campanha incluem a discussão mais ampla sobre os impactos econômicos do envelhecimento do parque industrial brasileiro e as oportunidades de modernização e avanços em sustentabilidade, tendo a eficiência energética como fio condutor.
“Um parque industrial obsoleto consome mais energia, custa mais caro para operar e se torna menos resiliente às exigências regulatórias e de mercado. Por isso, modernizar é essencial para garantir competitividade, sustentabilidade e capacidade de atrair investimentos no médio e longo prazo”, conclui.

