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As marcas preferidas das periferias brasileiras

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✨ O que você precisa saber:

  • Nestlé, Nubank, Brahma, Skol, Heineken, Coca-Cola, Youtube, O Boticário, OMO, Shopee e Mercado Livre são marcas líderes no estudo Tracking das Favelas 2025, realizado pelo NÓS.
  • Consumidores das favelas representam um potencial de consumo de R$ 167 bilhões no Brasil, mas muitas empresas ainda não incluem esse público em suas estratégias de mercado.
  • Principais insights do estudo incluem tendências por setor, como alimentação, bancos, bebidas alcoólicas, bebidas não alcoólicas, entretenimento online, higiene e beleza, materiais de construção, materiais de limpeza, operadoras de telefonia e e-commerce.

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Nestlé, Nubank, Brahma, Skol, Heineken, Coca-Cola, Youtube, O Boticário, OMO, Shopee e Mercado Livre são algumas das marcas líderes em seus segmentos no levantamento Tracking das Favelas 2025, realizado pelo NÓS, referência em comunicação e mídia nas periferias. A pesquisa identificou as principais tendências em dez categorias de produtos e serviços que devem influenciar as escolhas dos consumidores ao longo do ano.

As periferias brasileiras reúnem mais de seis mil favelas e 17 milhões de habitantes, com um potencial de consumo estimado em R$ 167 bilhões. Apesar disso, muitas empresas ainda não consideram esse público em suas estratégias de mercado.

“Favela não é mais nicho, é mercado. Ignorar esse público é perder uma grande oportunidade. Os dados de 2025 mostram que a classe C cresceu 3,8%, reforçando a importância de investir nessas regiões. As marcas que se comunicam de forma autêntica não apenas fortalecem sua imagem, mas também geram impacto social positivo”, afirma Emilia Rabello, fundadora e CEO do NÓS. A seguir, os principais insights do estudo:

Tendências por setor

  1. Alimentos

Sadia e Nestlé lideram a lembrança e a intenção de compra na categoria de alimentos, enquanto Perdigão ganha força no Centro-Oeste, consolidando-se como uma opção regional em ascensão.

Embora Sadia e Nestlé sejam as marcas mais mencionadas, o setor de alimentação apresenta um mercado altamente pulverizado, com forte presença de concorrentes diversificados.

A decisão de compra está cada vez mais nas mãos das mulheres, que influenciam a escolha de produtos e redefinem padrões de consumo dentro dos lares, favorecendo marcas que investem em acessibilidade e qualidade.

  1. Bancos e serviços financeiros

Nubank segue como o banco mais lembrado, mas sua preferência vem caindo desde março de 2024.

Enquanto isso, Bradesco e Caixa Econômica se mantêm estáveis e avançam entre consumidores das regiões populares. No Nordeste, a Caixa Econômica assume a liderança, e o Banco Inter cresce, entrando no Top 5 da região.

A personalização no atendimento será decisiva para a fidelização dos clientes, especialmente diante da expansão dos bancos digitais.

  1. Bebidas alcoólicas

Brahma, Skol e Heineken dominam a lembrança do consumidor, mas Itaipava cresce como opção acessível, reforçando seu espaço entre consumidores de baixa renda.

Enquanto Brahma mantém a liderança na decisão de compra, Heineken avança entre jovens e consumidores de classe média.

No Nordeste, mulheres acima de 24 anos apresentam baixo NPS, sugerindo oportunidades para campanhas mais inclusivas.

O setor tem um NPS geral de 33,4%, revelando uma base de consumidores neutros ou detratores. Melhorar a experiência exige ações regionais, ativações locais e diferenciação com foco em sustentabilidade e diversidade.

  1. Bebidas não alcoólicas

A Coca-Cola segue na liderança, mas perde espaço no Centro-Oeste, especialmente entre mulheres, que demonstram maior disposição para testar alternativas.

Guaraná Antarctica e Fanta se destacam em datas sazonais, como festas juninas e festivais regionais.

Para 2025, as estratégias devem incluir segmentação regional, embalagens sustentáveis e campanhas inclusivas voltadas ao público feminino.

  1. Entretenimento online

YouTube e Instagram seguem dominando o segmento, enquanto o TikTok se consolida como a plataforma preferida dos criadores de conteúdo.

Globoplay ganha força com produções regionais, enquanto a Netflix mantém relevância, mas vê o Kwai crescer com sua estratégia de monetização.

O WhatsApp perde preferência, refletindo mudanças no consumo e na interação digital das favelas.

Em 2025, a personalização e o conteúdo local serão prioridades. Globoplay ampliará produções regionais, TikTok e Kwai atrairão criadores com monetização, e Instagram e YouTube fortalecerão seus ecossistemas. Algoritmos mais precisos tornarão as recomendações mais relevantes para o público periférico.

  1. Higiene e beleza

O Boticário e Natura lideram o setor, com O Boticário consolidado como a marca mais desejada.

No Centro-Oeste, Seda ganha relevância no segmento de shampoos e condicionadores. Já a Oral-B enfrenta dificuldades para manter competitividade, sugerindo que consumidores estão mais abertos a novas opções.

  1. Materiais de construção

Tigre lidera a categoria, com altos índices de lembrança e intenção de compra futura.

No segmento de tintas, Coral e Suvinil disputam espaço de forma equilibrada, o que reflete a forte concorrência no setor.

  1. Materiais de limpeza

OMO, Ypê e Veja dominam a categoria, mas a fragmentação do mercado abre espaço para novas marcas.

A relevância das líderes depende da capacidade de adaptação às mudanças nas prioridades do consumidor, que valoriza qualidade, preço acessível e adequação ao perfil local.

  1. Operadoras de telefonia

O setor registrou 262,2 milhões de acessos em novembro de 2024, contra 252 milhões no ano anterior, segundo a Anatel.

Vivo, Claro e TIM seguem na liderança, com a Vivo consolidando-se como a principal escolha nas favelas.

  1.  E-commerce e sites de compras

Shopee e Mercado Livre se firmam como as plataformas mais utilizadas nas favelas.

A Shopee registrou forte crescimento em 2024 e assumiu a liderança em intenção de compra, impulsionada pelo avanço da digitalização e pelo aumento da confiança dos consumidores em marketplaces acessíveis.

As mulheres são as principais responsáveis pelo crescimento dessas plataformas, pois possuem maior conhecimento das marcas e participam ativamente da expansão do e-commerce nas periferias.

Metodologia da pesquisa

O estudo é contínuo e inclui moradores de comunidades e periferias em todo o Brasil. A coleta de dados ocorre via aplicativo, com usuários previamente perfilados por classe social, gênero, idade e localidade, incluindo clusters específicos, como as favelas.

A pesquisa entrevistou 800 moradores dessas regiões, com controle de cotas de gênero e idade. Como o levantamento é realizado por meio de um aplicativo, todas as respostas e usuários são validados automática ou manualmente, garantindo qualidade e agilidade na coleta. A margem de erro é de 3,5%, com 95% de intervalo de confiança.

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