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Estudo da Pride Content mostra que mulheres são maioria nas agências, mas ainda ganham menos

Levantamento analisou dez anos de dados e mostra que, apesar de serem maioria nas agências, mulheres ainda enfrentam desigualdade salarial
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por Yuri Teixeira em gkpb.com.br
19 de agosto de 2026 às 14:35
Equipe de mulheres em agência de publicidade analisando documentos e usando computador em reunião
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As mulheres já são maioria entre os profissionais com vínculo formal nas agências de publicidade brasileiras. É o que aponta um levantamento da Pride Content, realizado com base em microdados da RAIS/PDET. Apesar do avanço da presença feminina nesse setor, os números mostram que a desigualdade salarial ainda está longe de ser resolvida.

Em 2014, as mulheres representavam 48% dos vínculos formais nas agências de publicidade. Dez anos depois, esse número chegou a 55,5%, fazendo com que elas se tornassem maioria no setor, em um cenário marcado pela queda na remuneração: entre 2014 e 2024, os salários recuaram 19,1% entre as mulheres e 18,8% entre os homens, considerando os valores corrigidos pela inflação.

E, mesmo com maior presença feminina, a diferença de salários continua aparecendo principalmente entre os profissionais que estão no topo da carreira. Entre os 10% mais bem pagos do setor, os homens recebem entre 8,7% e 18,6% mais do que as mulheres. Em São Paulo, a diferença é ainda maior: a remuneração média dos homens que trabalham em agências é 20,9% maior do que a das mulheres.

O estudo “Presença não é poder” analisou dados de remuneração de profissionais contratados pelo regime CLT, com salários corrigidos pela inflação, ao longo de dez anos e em sete áreas das agências. O levantamento não considera PJs, freelancers e trabalhadores informais. Apesar do avanço da presença feminina no setor, os números mostram que a desigualdade salarial ainda está longe de ser resolvida.

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