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    Entrevista com Bianca Teixeira, do Projeto Cigana

    O Projeto Cigana reutiliza o bagaço do malte para a produção de pães e estímulo do empreendedorismo em Lorena, no interior de São Paulo. Assista.

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    Neste episódio nós vamos falar com a Bianca Teixeira, que conta um pouco de como o Projeto Cigana reutiliza o bagaço do malte para a produção de pães e estímulo do empreendedorismo na cidade de Lorena no interior de São Paulo.

    Na conversa, nós falamos um pouco sobre os impactos do projeto na vida das mulheres e a importância de estimular o empreendedorismo e a alimentação saudável dentro da comunidade.

    O que é o Projeto Cigana?

    O projeto Cigana é um dos projetos da Enactus USP e ele trabalha com reutilização do bagaço de malte, que é um resíduo da indústria cervejeira. Para a indústria cervejeira ele não tem grande interesse, então há um grande descarte, mas esse grão é muito rico em nutrientes, fibras, proteínas. Ele ajuda na nutrição e também no sistema digestório.

    A gente pega esse grão, insere ele numa receita de pão e então temos uma inovação. Com essa receita nós unimos dois módulos de empreendedorismo. Um que é o módulo de custos, onde ensinamos a precificar um produto e a ter um fluxo de caixa. E um módulo de vendas, no qual nós ensinamos os alunos a entenderem melhor seu cliente e tratar estratégias de venda.

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    Juntando esses três módulos: o do pão, que chamamos de “Mão na massa”; o módulo de custos e o módulo de vendas. Então nós fazemos uma oficina do Cigana e aplicamos na cidade de Lorena, que fica no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

    Esse projeto tem quanto tempo?

    O projeto começou a ser pensado em 2017 e as primeiras oficinas foram aplicadas em 2018. Então já faz um tempinho que estamos aplicando aqui na cidade.

    E nesse tempo, o que você considera que foi o maior feito de vocês até agora?

    O nosso projeto tem lideranças de 12 meses, então eu não sou a primeira líder do projeto. Nós vamos mudando a cada 1 ano. Desde o primeiro líder, até hoje, nós conseguimos ser finalistas de muitos editais. O que ajudou a alavancar o projeto. Com esses editais nós conseguimos atingir mais pessoas na cidade e os maiores feitos foram levar alimentação saudável para nossos alunos, mas principalmente ajudar as nossas empoderadas. E quem são essas empoderadas? As mulheres que participam da nossa oficina e depois produzem o pão para a venda. Então o nosso maior feito é conseguir gerar renda para essas pessoas. Dar um “start” para que tudo melhore na vida delas e que elas gerem uma vida extra e também ajudar na nutrição delas.

    E tem alguma história dessas que você consegue contar pra gente?

    Hoje nós temos mais contato com duas delas. Uma mais antiga no projeto. Ela foi em uma das primeiras oficinas e até hoje ela produz o pão. Ela usa mais como uma renda extra e nós do projeto mantemos esse contato porque nós a ajudamos nas vendas. Fazemos contato com os clientes, conversamos sobre o que ela está precisando, auxiliamos nesse processo e ela faz a produção. E a outra empoderada traz isso como grande parte da renda dela.

    Nós ajudamos as duas a venderem e estamos tentando estabelecer vendas recorrentes. Porque [hoje] nós fazemos mais vendas esporádicas. Elas vendem sempre, mas com a nossa ajuda é mais esporádico. Mas agora estamos tentando estabelecer isso com mais frequência para ajudar as duas e as novas empoderadas também.

    E como você acha que essa parceria de vocês com a Nestlé vai ajudar o Projeto Cigana a seguir em frente?

    Nós estamos muito animados com essa divulgação. Vai ser muito bom ter novos contatos, novos reconhecimentos, sermos mais conhecidos até dentro da nossa cidade. Nós temos um núcleo e queremos expandir isso. Queremos atingir ainda mais pessoas e quem sabe aplicar em outras cidades. Levar alimentação saudável para mais pessoas e, além dessa parceria, essa mentoria foi muito importante para repensarmos os rumos do projeto para definirmos, conseguirmos fazer um planejamento e um plano de ação para atingir nossos objetivos.

    Vocês trocam a liderança a cada ano. Mas, por mais que não seja mais você a líder, como você gostaria que o Projeto Cigana estivesse daqui a cinco anos, mais ou menos?

    O Cigana é um projeto Enatus. O Enatus é uma rede global de trabalho voluntário de estudantes. Então o nosso propósito dentro da entidade não é continuar com o projeto para sempre. A ideia de um projeto Enatus é que ele seja entregue para a comunidade de alguma forma e essa comunidade continue.

    Então daqui a cinco anos, o que a gente imagina para o projeto é que ele já tenha se tornado um negócio social. Que ele consiga gerar emprego para as pessoas. Mas que ele seja totalmente gerido pela comunidade. Que a entidade Enatus não esteja mais presente, mas o projeto vire um negócio gerido pela comunidade.

    Vocês trabalham com algum prazo para que isso aconteça ou depende do projeto?

    Depende do nosso planejamento. Nós tínhamos um foco, mas agora nós pensamos de outra forma. E também vai depender do nosso número de empoderadas necessário. Hoje em dia nós trabalhamos ativamente com duas. Temos outras, mas existem condições. O que é bom para uma pessoa não é bom para outra. Então para abrir um negócio, nós temos que ter mais pessoas interessadas, aplicar mais oficinas, ter mais empoderadas. Nós não temos um tempo específico, mas a projeção é que em cinco anos nós já tenhamos esse processo bem finalizado.

    Como que algum empresário que está lendo nosso texto pode ajudar o projeto de vocês?

    Hoje o nosso projeto atua só com oficinas, mas em breve a gente pretende fazer um curso mais estruturado. E nós precisamos de apoio tanto técnico quanto financeiro pra isso, então qualquer pessoa interessada pode entrar em contato com a gente, principalmente pelo Instagram. O Instagram do projeto é @projeto.cigana. E o Instagram da entidade, que é @enactus.eel.usp.

    Gostaria que você deixasse uma mensagem para outras pessoas que estão criando um projeto de empreendedorismo social e que querem se espelhar nessa história de vocês. O que você diria para essas pessoas?

    Trabalho social tem que ser encarado como um trabalho. A gente tem que focar no social, mas temos que encarar isso como um trabalho como qualquer outro, levar isso muito a sério. Sim, vão aparecer muitas pedras nesse caminho, mas a gente consegue passar por todas elas. Principalmente em conjunto, porque ninguém faz nada sozinho.

    Faça contatos, mas principalmente faça amigos, porque ninguém faz nada sozinho. E a partir disso você vai conseguir estruturar e alavancar o seu projeto, sua iniciativa. Acho que é isso: entender que é um trabalho e que a gente não faz nada sozinho.

    Sobre o projeto Geração Que Faz Bem

    Em mais uma iniciativa de celebração dos 100 anos de Brasil, a Nestlé acelerou projetos de impacto social liderados por jovens, para que ganhem escala e ajudem a criar um futuro melhor.

    A marca promoveu mentorias para estes jovens e ainda deve utilizar suas embalagens, que têm penetração em 99% dos lares brasileiros, para dar publicidade aos projetos.

    Conheça as demais empresas participantes e saiba mais do projeto clicando aqui.

    Publicação patrocinada.

    Matheus Ferreira
    Matheus Ferreirahttp://gkpb.com.br
    30. Publicitário e fundador do GKPB e Diretor Executivo da Agência HiperStorm.
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