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    Telecine debate o papel do cinema em estudos da plataforma Gente

    Telecine publicou três estudos que analisam a indústria cinematográfica sob aspectos dos efeitos do isolamento social e da diversidade

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    Um dos mercados que mais sofreram os impactos da pandemia foi a indústria cinematográfica. E como se não bastasse, esse universo do cinema ainda deixa muito a desejar quando se trata de inclusão do público LGBTQIA+ e de mulheres. De olho nisso, o pessoal da plataforma Gente decidiu debater o papel da indústria cinematográfica em três materiais de autoria do Telecine que se autocomplementam. Confira abaixo cada um deles:

    A relação do brasileiro com o cinema

    No mundo inteiro as salas de cinema foram fechadas, a bilheteria despencou e ainda tiveram que lidar com o boom dos serviços de streaming. Com a pandemia, a venda de ingressos caiu 71%, e para driblar a crise, as salas de cinema tiveram que se reinventar.

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    Na Coreia do Sul, por exemplo, a rede CGV passou a alugar suas salas para gamers. Aqui no Brasil, Cinemark e UCI chegaram a exibir filmes para até 20 pessoas, com ingressos que chegam a R$ 600.

    Confira: A relação do brasileiro com o cinema: entre a bilheteria e o sofá da sala.

    Cinema LGBTQIA+ e pertenciamento

    A presença de personagens gays, lésbicas ou travestis, por exemplo, fica sempre em segundo plano, sem grande protagonismo para a trama, ou até ajudam a reforçar estereótipos e preconceitos. O material produzido pelo Telecine traz um apanhado de filmes que rompem com esse paradigma e têm a representatividade como foco principal.

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    Entre os clássicos listados, estão títulos como Você nem Imagina (2020), Carol (2015) e Flores Raras (2013), Hoje eu quero voltar sozinhos (2014), Paraísos Artificiais (2010), How To Get Away With Murder (2014-2020), Bixa Travesti (2019), Divinas Divas (2016). A seleção tem como intuito mostrar que é possível fazer com que o público se reconheça na tela.

    Confira: Cinema LGBTQIA+: cultura, orgulho e representatividade.

    Mulheres no cinema

    O material é assinado por Globo e retrata como as mulheres estão presentes na história do cinema lutando contra o machismo, a falta de oportunidades, o assédio e a falta de representatividade no Brasil e em outros países.

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    O documento ainda mostra que em grandes premiações, como o Oscar, por exemplo, das 92 edições, apenas 7 mulheres foram indicadas ao prêmio de melhor direção e só duas venceram. Em 2009, Kathryn Bigelow ganhou com o longa Guerra ao Terror (2009) e, neste ano a cineasta chinesa Chloé Zhao foi premiada com o aclamado Nomadland (2020).

    E se fizer o recorte racial, somente 14 mulheres negras foram indicadas ao prêmio de melhor atriz e só Halle Berry venceu a categoria, em 2002, interrompendo um hiato de mais de 60 anos, quando Hattie McDaniel venceu com melhor atuação.

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    Mesmo com as tentativas de invisibilidade, o estudo Elas, o cinema e o mundo, que será divulgado em breve na Plataforma Gente, produziu uma lista de mulheres que fizeram, e fazem, história no cinema. Seja na direção, roteiro, produção, gravando ou representando papéis, elas impactam a cinematografia e seguem revolucionando.

    Confira: Elas, o cinema e o mundo.

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