Recentemente, o bordão “Vai, Brasa!”, estampado na gola da camisa oficial da Seleção, gerou milhares de comentários e debates nas redes sociais. Enquanto o país discutia esse termo associado ao futebol, outro tema muito mais urgente seguia distante do centro das conversas: a violência contra a mulher, que registra aumento em dias de jogos e ganha contornos igualmente preocupantes durante a Copa do Mundo, porque é quando a paixão pelo futebol mobiliza milhões de brasileiros.
Para direcionar os holofotes para essa realidade, o Instituto Maria da Penha (IMP) lança uma ação, criada pela agência Fbiz, que utiliza justamente o espaço que se tornou assunto nacional para dar visibilidade a dados sobre violência doméstica.
A iniciativa consiste no envio de um número limitado de camisas personalizadas da Seleção para artistas, influenciadores e criadores de conteúdo, com as etiquetas trocando o “Vai, Brasa!” por textos com estatísticas reais sobre a violência contra a mulher. Todos os nomes participam de forma pro bono da campanha.
Confira abaixo as mensagens das camisetas :
- Uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil
- 66,3% dos feminicídios ocorrem na residência da vítima
- Quanto o time da cidade joga, os registros de ameaça contra mulheres aumentam 23%
- Em dias de jogo, os registros de lesão corporal contra mulheres aumentam 21%
- Quando um time favorito sofre uma derrota, os registros de violência doméstica aumentam cerca de 7,5%
- Em 80% dos feminicídios, o autor é parceiro ou ex-parceiro da vítima
- Mais de 60% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras.
“Durante muitos anos, a violência doméstica foi tratada como um problema que acontecia apenas dentro de casa. Mas a violência contra a mulher é uma questão que diz respeito a toda a sociedade. Se o futebol mobiliza milhões de brasileiros e brasileiras, ele também pode ajudar a mobilizar consciências. Precisamos aproveitar cada espaço possível para informar, sensibilizar e incentivar a denúncia. Nenhuma paixão, nenhum resultado de jogo e nenhuma emoção justificam a violência. Violência contra a mulher é crime e precisa ser enfrentada por todas as pessoas.”, afirma Maria da Penha.
A campanha também terá desdobramentos em OOH ao longo de 12 cidades, entre elas Sao Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Natal, João Pessoa, Recife, Aracajú, Fortaleza e Belo Horizonte, além de forte presença nas redes oficiais do Instituto Maria da Penha.
“Quando vimos o país inteiro debatendo um termo na gola de uma camisa, entendemos que podíamos hackear toda essa atenção para colocar ali algo que realmente precisa ser discutido. Se é necessário costurar essa realidade em uma camisa que o Brasil inteiro reconhece como sua – para, finalmente, o País olhar para esse problema -, que assim seja. “, comenta Filipe Matiazi, VP de Criação da Fbiz.
Para mais informações, acesse o perfil oficial da instituição no Instagram.
