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Instituto Maria da Penha troca “Vai, Brasa!” na camisa da Seleção por alerta sobre violência contra a mulher

Ação criada pela Fbiz ressignifica etiqueta que mobilizou uma discussão nacional para falar sobre o que realmente merece ser debatido
por Yuri Teixeira em gkpb.com.br
25 de junho de 2026
Garota com a gola da camisa da Seleção tampando o rosto, com o selo do Instituto Maria da Penha “Vai, Brasa!”.
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O que você precisa saber

  • O Instituto Maria da Penha lançou uma campanha usando camisas da Seleção Brasileira, substituindo o bordão 'Vai, Brasa!' por estatísticas reais sobre violência contra a mulher para conscientizar durante a Copa do Mundo.
  • A ação contou com artistas, influenciadores e criadores de conteúdo que participaram pro bono, e também terá desdobramentos em anúncios OOH em 12 cidades brasileiras.
  • A campanha destaca dados alarmantes, como o aumento da violência contra a mulher em dias de jogos e o fato de que a maioria dos feminicídios é cometida por parceiros ou ex-parceiros, reforçando a necessidade de mobilização social contra o problema.

Recentemente, o bordão “Vai, Brasa!”, estampado na gola da camisa oficial da Seleção, gerou milhares de comentários e debates nas redes sociais. Enquanto o país discutia esse termo associado ao futebol, outro tema muito mais urgente seguia distante do centro das conversas: a violência contra a mulher, que registra aumento em dias de jogos e ganha contornos igualmente preocupantes durante a Copa do Mundo, porque é quando a paixão pelo futebol mobiliza milhões de brasileiros.

Para direcionar os holofotes para essa realidade, o Instituto Maria da Penha (IMP) lança uma ação, criada pela agência Fbiz, que utiliza justamente o espaço que se tornou assunto nacional para dar visibilidade a dados sobre violência doméstica.

A iniciativa consiste no envio de um número limitado de camisas personalizadas da Seleção para artistas, influenciadores e criadores de conteúdo, com as etiquetas trocando o “Vai, Brasa!” por textos com estatísticas reais sobre a violência contra a mulher. Todos os nomes participam de forma pro bono da campanha.

Camisa da Seleção com patches do Instituto Maria da Penha na gola, com mensagens de alerta à violência contra a mulher.
Detalhe da camisa da Seleção com patches do Instituto Maria da Penha, substituindo o “Vai, Brasa!” por alertas sobre violência contra a mulher.

Confira abaixo as mensagens das camisetas :

  • Uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil
  • 66,3% dos feminicídios ocorrem na residência da vítima
  • Quanto o time da cidade joga, os registros de ameaça contra mulheres aumentam 23%
  • Em dias de jogo, os registros de lesão corporal contra mulheres aumentam 21%
  • Quando um time favorito sofre uma derrota, os registros de violência doméstica aumentam cerca de 7,5%
  • Em 80% dos feminicídios, o autor é parceiro ou ex-parceiro da vítima
  • Mais de 60% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras.

“Durante muitos anos, a violência doméstica foi tratada como um problema que acontecia apenas dentro de casa. Mas a violência contra a mulher é uma questão que diz respeito a toda a sociedade. Se o futebol mobiliza milhões de brasileiros e brasileiras, ele também pode ajudar a mobilizar consciências. Precisamos aproveitar cada espaço possível para informar, sensibilizar e incentivar a denúncia. Nenhuma paixão, nenhum resultado de jogo e nenhuma emoção justificam a violência. Violência contra a mulher é crime e precisa ser enfrentada por todas as pessoas.”, afirma Maria da Penha.

A campanha também terá desdobramentos em OOH ao longo de 12 cidades, entre elas Sao Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Natal, João Pessoa, Recife, Aracajú, Fortaleza e Belo Horizonte, além de forte presença nas redes oficiais do Instituto Maria da Penha.

“Quando vimos o país inteiro debatendo um termo na gola de uma camisa, entendemos que podíamos hackear toda essa atenção para colocar ali algo que realmente precisa ser discutido. Se é necessário costurar essa realidade em uma camisa que o Brasil inteiro reconhece como sua – para, finalmente, o País olhar para esse problema -, que assim seja. “, comenta Filipe Matiazi, VP de Criação da Fbiz.

Para mais informações, acesse o perfil oficial da instituição no Instagram.

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