Uma unidade do McDonald’s decidiu montar o próprio Halloween. O “Méqui Silva Só”, localizado no Rio Branco, em Porto Alegre, lançou o Méquiween, ação de três dias que transforma o Drive-thru em jogo de código secreto com o prêmio de um chaveiro exclusivo em formato de casquinha de sorvete com rosto de fantasma.
A mecânica gira em torno de palavras secretas reveladas apenas nos Stories da unidade, em momentos surpresa e sem horário fixo. A cada nova palavra, uma quantidade limitada de chaveiros é liberada no Drive. Quem vir a senha precisa memorizá-la, ir até o Drive-thru, fazer um pedido e dizer a palavra à equipe. A retirada vale somente para compras feitas ali, com um chaveiro por compra e enquanto durar a quantidade liberada naquela rodada. A comunicação reforça a pressa com chamadas como “viu a senha? então corre pro Drive”, e a visual segue o clima da data, com fonte pingando, teias de aranha e uma mão verde saindo do card.
O ponto que mais intriga é a origem da ação, porque, pela lógica de grandes redes, é comum imaginar que campanhas, brindes e datas comemorativas partem sempre da marca em nível nacional, com todas as lojas seguindo o mesmo roteiro. Aqui, quem assina a ideia é uma operação específica, com perfil próprio, nome próprio e uma promoção pensada para o seu público e para o seu Drive-thru.
É uma surpresa, principalmente para os amantes de McDonald’s, porque isso mostra que uma franquia pode ter espaço para criar ativações locais, e que isso pode render conteúdo e movimento de loja sem depender de uma campanha nacional.
A ausência de horário fixo para as liberações é o que dá fôlego à brincadeira, já que a palavra pode surgir a qualquer momento, o cliente é levado a abrir os Stories com mais frequência durante os três dias, e o restaurante ganha um motivo extra para ser lembrado no trajeto. A regra de um chaveiro por compra também faz o brinde andar junto com o pedido, o que liga a ação diretamente ao movimento do Drive, enquanto a quantidade limitada por rodada cria a sensação de que quem demora perde, um recurso de escassez que costuma funcionar bem em ações de colecionáveis e que aqui custa pouco para a loja operar.
