A Paramount Pictures encontrou nas ruas da Grande São Paulo um suporte de mídia pouco convencional para divulgar a estreia do filme de Street Fighter nos cinemas: os muitos carros abandonados espalhados pela cidade. A ação, assinada pela agência Leo, recria a clássica fase bônus do jogo, aquela em que o jogador tem um tempo limitado para destruir um automóvel a socos e chutes, usando painéis adesivados em paredes combinados aos próprios veículos encontrados pela cidade.
A escolha de um elemento urbano degradado como ponto de partida criativo foi uma das coisas mais interessantes dessa ação, carros abandonados já carregam uma história visual de desgaste que reforça justamente a sensação de destruição que a fase bônus do jogo sempre buscou transmitir. Em vez de construir um cenário do zero, a campanha se apropria de algo que já está ali, otimizando produção e ao mesmo tempo surpreendendo quem passa pelo local e reconhece a referência quase quatro décadas depois do lançamento original do game.
Além da intervenção física, a ação ganhou desdobramento digital através de conteúdos com influenciadores, movimento que ajuda a ampliar o alcance das imagens das ruas para quem não passou pessoalmente pelos locais escolhidos. A estratégia aposta no reconhecimento imediato da cena pelos fãs do game, um público que cresceu jogando Street Fighter nos fliperamas e consoles das décadas de 1990 e 2000 e que hoje é justamente a faixa etária-alvo para encher salas de cinema na estreia de uma adaptação live-action da franquia, lançada nos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 15.
São Paulo supostamente tem a Lei Cidade Limpa, que resultou até mesmo em multa para a Netflix com o painel de Wandinha no ano passado, então não é possível dizer que tipo de brecha foi encontrada para que a ação fosse realizada ou até mesmo se os painéis foram montados apenas para a gravação do filme publicitário. O fato é que a ação realmente conseguiu ressignificar algo que até então não passava de intervenção urbana.
O filme Street Fighter (2026), dirigido por Kitao Sakurai, acompanha os lutadores Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), que são recrutados pela misteriosa Chun-Li (Callina Liang) para participarem do Torneio Mundial de Guerreiros (World Warrior Tournament).
