A Zara escolheu um ângulo pouco óbvio para homenagear Ayrton Senna, em vez de reproduzir o visual que o piloto usava dentro do carro, construiu uma coleção masculina a partir do que ele vestia fora dele, como roupas de aeroporto, jaquetas de couro e óculos escuros de corte anos 1990.
A linha chegou às lojas físicas e ao site da marca nesta segunda-feira, 12, e nasceu de uma parceria com a Senna Brands, empresa comandada pela família do piloto que administra o legado das marcas Senna e Senninha.
Os preços vão de R$ 179, cobrados por um boné, a R$ 899, valor do item mais elaborado da coleção, um macacão oversized que reinterpreta os trajes de corrida em versão streetwear. O catálogo mistura alfaiataria com peças de inspiração esportiva, caso de uma jaqueta preta de couro baseada em um modelo que pertenceu ao piloto, um blazer de lã com padronagem príncipe de Gales e jaquetas decoradas com patches e o logotipo Senna.
Além disso, a coleção traz camisetas e moletons com estampas fotográficas e a assinatura do piloto, com destaque para uma camisa vermelha de inspiração western e um moletom azul-marinho com meio zíper e bordado. Completam a linha calças e macacões em denim com efeito desgastado, bermudas chino em lavagem old school, tricôs listrados, um cinto trançado e óculos escuros que resgatam o estilo noventista.
A parceria também confirma um movimento que a Senna Brands vem construindo há anos ao licenciar o nome do piloto para categorias cada vez mais distantes do automobilismo. A empresa já lançou uma linha de lifestyle com a Centauro em 2022, fechou acordo com o Comitê Olímpico do Brasil para uma coleção dos Jogos de Paris em 2024 e, em maio deste ano, apresentou a “Brasil com S”, que cruza referências do piloto com a seleção brasileira e já roda em mais de 70 países através da Senna Shop.
Para a Zara, a collab entra em um calendário recente de parcerias que passou pelo cantor Bad Bunny, pela atriz Marisa Berenson e por um acordo criativo de dois anos com o estilista John Galliano, sinal de que a marca espanhola tem usado nomes de fora da moda como estratégia regular para renovar seu catálogo.
