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Representatividade x diversidade | #LGBTsNaComunicação

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por Leonardo Rudi em gkpb.com.br
23 de março de 2018
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O que você precisa saber

  • A primeira parte da série de posts tratou de conceitos importantes sobre diversidade no mercado da comunicação, especialmente LGBT.
  • A representatividade refere-se à presença de indivíduos de grupos minoritários em lugares onde normalmente não estão presentes, enquanto a diversidade envolve a inclusão desses indivíduos em organizações de forma proporcional à sociedade.
  • A diversidade nas organizações não garante igualdade de remuneração e bem-estar para as minorias presentes, sendo necessário também abordar a inclusão e combater preconceitos velados.

Na semana passada publicamos a primeira parte de uma série de posts que vamos fazer. Explicamos conceitos importantes sobre diversidade no mercado da comunicação, especialmente LGBT. Nesta semana vamos diferenciar representatividade de diversidade.

Parte 2 – Diferenciando Representatividade e Diversidade

Diferença entre representativade e diversidade

Muito do que a gente vê nos textões por aí vem dos estudos da sociologia, não é só “bom senso”. O próprio conceito de representatividade é bastante usado nos estudos sobre a democracia.

Representação refere-se à ideia de estar presente no lugar de outra pessoa, de se colocar no lugar dela. Quando falamos da representatividade de uma minoria (um grupo mais vulnerável socialmente, como os negros, os LGBT ou as mulheres), necessariamente falamos da existência de algumas pessoas deste grupo nos lugares onde normalmente o grupo não está presente.

Esta pessoa então estaria “representando” seu grupo.

Complicado, né? Como um excelente exemplo, podemos citar o filme “Me Chame Pelo Seu Nome”, ali temos personagens gays sendo representados sem grandes tragédias em um longa-metragem (acredite, isso é raro!) Podemos dizer que eles estão ali representando outros homens gays.

Mas apenas a representatividade não é o ideal, porque os indivíduos pertencentes às minorias ainda não estão completamente inseridos nas organizações onde poderiam participar. Por isso, um próximo “degrau” seria a diversidade, que é quando os indivíduos já estão inseridos nas suas organizações “espelhando” a sociedade do seu contexto.

Ou seja, uma organização “ideal” no Brasil teria em todos os seus níveis hierárquicos a mesma proporção de negros, mulheres, LGBT etc. que existe na nossa sociedade.

É importante refletir que a diversidade nas organizações não traz igualdade de remunerações e bem-estar para as minorias ali presentes. Sabe aquela empresa que tem um monte de mulheres ganhando menos do que os homens dali pelas mesmas funções? Pode ser considerada diversa, mas não inclusiva. Mas isso é assunto para a semana que vem…

Gostaram? Então  comentem com sugestões, críticas ou elogios. E não esqueçam de compartilhar MUITO!

O próximo post, sobre inclusão e preconceito velado, já está no ar. Além disso, leia todos os posts da série aqui.

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