Você já ouviu falar em Newsjacking? O termo vem ganhando popularidade para denominar a estratégia de marketing que aproveita pautas quentes da mídia para inserir marcas na conversa de forma relevante.
Em um ambiente onde as redes sociais são indispensáveis para a estratégia de always on, o Newsjacking (ou Notiquestro, como brincou o time do GKPBCast no episódio) se mostra uma ferramenta indispensável para ganhar escala e mídia espontânea.
Neste episódio do GKPBcast, Matheus Ferreira, Caroline Ferradosa e Victor Alexandro batem um papo sobre como as marcas podem fazer para se aproveitarem desta estratégia.
Confira o episódio completo no YouTube, Spotify, Deezer ou qualquer outra plataforma de streaming que seja da sua preferência.
Newsjacking – Resumo do episódio
O episódio do GKPBcast aborda o conceito de newsjacking (ou “notiquestro”), que é a estratégia de marketing de aproveitar pautas quentes da mídia para inserir marcas na conversa de forma relevante. Os hosts explicam que essa prática exige muito mais do que simplesmente comentar tudo o que acontece na internet. É necessário ter inteligência, timing preciso e conhecimento profundo tanto da marca quanto do contexto social. Diferente do trabalho de um gestor de comunidade (que interage nos comentários), o newsjacking consiste em sequestrar a notícia e trazê-la para o centro da narrativa da marca, mesclando-a com seu tom de voz e identidade. Eles destacam que essa estratégia cresceu com a algoritmização das redes sociais, que favorece conteúdos atrelados a assuntos em tendência, e que marcas que dominam essa arte conseguem gerar engajamento imediato, fortalecer seu branding e humanizar sua comunicação.
O episódio apresenta cases de sucesso e fracasso. Entre os acertos, destacam-se: o tweet da Oreo durante o apagão do Super Bowl de 2013 (“You can still dunk in the dark”), que se tornou referência mundial em marketing em tempo real; a ação do Guaraná Antarctica durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que trocou sua logo por “vai passar” e destinou verba de mídia para arrecadações; e o Burger King, que no Dia da Mentira anunciou um sanduíche sem carne que era verdade, um “plot twist” que gerou enorme repercussão. Já entre os erros graves, citam a infame campanha da Pepsi com Kendall Jenner (que banalizou protestos do Black Lives Matter), o tweet machista do Burger King UK no Dia da Mulher (“women belong in the kitchen”), e a ação do McDonald’s Brasil que colocou apenas mulheres para trabalhar em restaurantes no 8 de março, todas duramente criticadas por oportunismo e falta de sensibilidade.
Os apresentadores também discutem os riscos envolvidos: parecer oportunista, desrespeitar pautas sensíveis, errar o tom da conversa e enfrentar problemas jurídicos (como uso indevido de imagem ou direitos autorais). Um estudo da Sprout Social de 2024 citado no episódio aponta que 61% dos consumidores esperam que marcas se posicionem sobre temas relevantes, mas 47% já deixaram de seguir uma marca por posicionamento inadequado. Para executar o newsjacking com eficácia, as marcas precisam de times ágeis (com poucas camadas de aprovação), profissionais dedicados exclusivamente ao monitoramento de tendências em tempo real e, acima de tudo, uma relação de confiança com suas agências. A conclusão é que não se trata de comentar tudo o que acontece, mas de saber a hora certa de falar e também de saber a hora certa de ficar em silêncio.
Episódio completo no Spotify
Episódios anteriores:
- Rumo ao Gol: O que o marketing pode aprender com a Copa do Mundo;
- Unshitification: por que tudo na internet parece estar piorando?;
- A trajetória de sucesso da Canon no Brasil.
