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VIP do VIP: A fragmentação da experiência exclusiva

Neste episódio, Matheus Ferreira, Victor Alexandro e Caroline Ferradosa batem um papo sobre suas experiências e um pouco do que tem acontecido numa sociedade cada vez mais narcisista e egocêntrica. Confira.

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✨ O que você precisa saber:

  • A experiência VIP tem perdido seu significado original de exclusividade e se transformado em uma ferramenta de marketing.
  • A busca por ser VIP reflete a síndrome do pequeno poder e a elite busca distinção e distância da massa.
  • A solução está em focar na qualidade universal e criar experiências genuinamente valiosas para todos, em vez de privilegiar apenas alguns poucos.

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Se antes os espaços VIPs eram reservados a artistas e personalidades com muita influência na sociedade, com o crescimento dos influenciadores digitais a níveis absurdos no Brasil, esta experiência vem sendo diluída em discursos e experiências que beiram o ridículo.

Não se engane se ao fazer um cartão de crédito, comprar um ingresso para um show, ou for até um aeroporto; você encontrar experiências plus, premium e até mesmo VIPs que não oferecem nada além do que deveria ser o mínimo. Em 2025 o VIP tem área VIP. Nos dias atuais até a igreja tem área vip. E o básico? Bem… Para acessar o básico é preciso pagar uma taxa de conveniência.

A experiência VIP tem sofrido uma profunda banalização, transformando o conceito de “Very Important Person” de um privilégio legítimo para pessoas com necessidades específicas (como segurança e privacidade) em uma simples ferramenta de marketing. Hoje, a promessa de exclusividade e acesso diferenciado muitas vezes esconde serviços de baixa qualidade, criando uma fragmentação da experiência.

O termo “VIP” se tornou tão diluído que, se todos são VIPs, ninguém realmente é. A mercantilização de serviços que deveriam ser básicos, como banheiros limpos e áreas de descanso em grandes festivais, também contribui para essa desvalorização.

A busca por ser “VIP” reflete a síndrome do pequeno poder, onde a necessidade de se sentir superior leva a humilhações e constrangimentos, mesmo para aqueles com as credenciais corretas. Essa postura é alimentada pela elite que, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, não busca conforto, mas sim a distinção e a distância da massa. A verdadeira exclusividade, portanto, não está na qualidade, mas na dificuldade de acesso.

Em essência, a obsessão por privilégios VIP revela uma falha social e estrutural, onde a ambição de ser “diferente” e superior se sobrepõe à busca por dignidade e qualidade para todos. É um ciclo que beneficia apenas os que detêm o poder, criando produtos e eventos precários para um público insatisfeito. A solução reside em focar na qualidade universal e na criação de experiências genuinamente valiosas, que sirvam a todos com respeito e excelência.

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